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Guillermo del Toro

Com mais de 30 anos de carreira no meio cinematográfico, Guillermo del Toro é diretor, roteirista e produtor. Conheça sobre esse grande cineasta, através de algumas frases.

09/10/1964
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Por que vampiros?

Guillermo del Toro

Não sei. Deve ser parte do meu estranho modo de ser. Sou estranho. O que mais posso dizer? Desde garoto sou obcecado por vampiros, estudo e anoto tudo o que encontro sobre vampiros. Vampiros não são românticos — esta é apenas uma das leituras mais contemporâneas dessa mitologia. Vampiros fazem parte de uma longa linhagem de mitos que atravessam épocas, idiomas e culturas. Há muitas camadas de significados neles — algo a ver com nosso medo da morte, nosso fascínio com a eternidade, nossa carnalidade… e o amor. Há sempre um subtema de amor. Os strikoi, vampiros do folclore do Leste europeu, atacam primeiro as pessoas que mais amam. É uma confluência extraordinária de significados: se você se torna a primeira vítima de um strikoi, é porque ele ou ela amam você mais que qualquer pessoa. É algo estranho, profundo e extremamente perverso.

Realidade inevitável

Guillermo del Toro

É triste roubar a oportunidade de certos filmes para ser visto no cinema. E, de fato afeta o mercado e a 'mística' de ir muito ao cinema. Mas é uma realidade inevitável e você tem que piratear, piratear boas cópias.

Entender a vida

Guillermo del Toro

Para mim, o filme é de entender a vida por namorar. É a oportunidade de entender mais o que somos, onde estamos e por que. A grande verdade que contém toda narrativa é evidente no filme através dos olhos e ouvidos. Ele fica emocionalmente a ter uma experiência quando se mergulha suficiente no filme. Estava tendo a oportunidade de viajar para lugares que você nunca foi e nunca vai conhecer pessoas que conheço. Cinema é tão próximo da magia.

O que mais te aterroriza?

Guillermo del Toro

Os políticos e os governantes. Vivemos num mundo que é completamente armado para proteger os fortes e os poderosos, para garantir que os ricos continuem ricos, os poderosos continuem no poder e o resto do povo continue submisso. Existe alguma coisa mais assustadora do que isso?

Por que o terror é seu gênero favorito?

Guillermo del Toro

Porque é um tapa na cara do nosso conformismo. Principalmente agora, quando afetamos ser tão super sensíveis a tudo, tão preocupados com o “correto” e, ao mesmo tempo, temos almas tão endurecidas, tão insensíveis. Acho fantástico que as pessoas se sintam ofendidas porque construímos mal uma frase, usando palavras pouco felizes, e ao mesmo tempo continuamos tratando os seres humanos da pior maneira possível. Essa indiferença, essa barreira de bons modos que construímos para nos isolar do que deveria ser a simples decência… isso sempre me incomodou profundamente. O bom terror é uma bofetada bem dada nessa complacência. Acho que precisamos muito disso.

 

Artistas underground

Guillermo del Toro

Eu costumo acompanhar mais a obra de artistas underground. Eu adoro Jim Woodring, Robert Crumb, Richard Corben... Histórias de super-heróis realmente não são para mim. Eu achava aquilo muito chato mesmo quando eu era pequeno.

Autor de terror que mais admira?

Guillermo del Toro

Stephen King. Ele está para a literatura de terror como Alfred Hitchcock está para o thriller cinematográfico: colocando todo o gênero e todos os medos que são universais numa escala pessoal, íntima, extremamente local. A criação narrativa do que viríamos chamar de terror começa na Idade Média em histórias que não eram necessariamente para assustar pela emoção, mas para ensinar e doutrinar pelo medo. Quando temos o gótico no século 18 ele está voltando à Idade Média das ruínas, dos castelos, dos cavaleiros-fantasmas que vagueiam com correntes por ruínas. E isso segue pelo século 19 com o mesmo universo de ruínas, países mediterrâneos com rapazes morenos de péssimas intenções, mocinhas muito louras em perigo, castelos, masmorras. Duas pessoas mudam isso radicalmente, uma delas é Richard Matheson, que de certa forma é o precursor de Stephen King. Matheson traz o terror para os Estados Unidos contemporâneos. E King desce a um detalhe ainda mais preciso, colocando o terror numa cidadezinha do interior repleta de detalhes exatos, as pessoas andando de bicicleta, as folhas douradas do outono… O terror não está mais no castelo mal assombrado da duquesa do século 18, mas na nossa sala de estar, no nosso sofá. Não há mais um fantasma sacudindo correntes por uma masmorra. Há alguém que você não sabe quem é que está tentando entrar na sua casa de noite, enquanto você assiste TV e come seu jantar… E por isso o terror de King é tão efetivo: porque para um bom terror funcionar é preciso que ele esteja repleto de detalhes prosaicos.

Sobre a Copa do Mundo de 1970

Guillermo del Toro

Eu tinha uns 7 anos e estava muito empolgado com aquilo tudo. Eu me lembro que o Brasil ficou um tempo em Guadalajara e no dia da final a cidade estava totalmente deserta. Quem não foi para o estádio estava na frente da TV. Você poderia andar na cidade e não veria ninguém, nenhum carro, nada.

Principais influências

Guillermo del Toro

Minhas principais influências são Cronenberg, Romero, Bava, Argento, Hitchcock , Buñuel , e muitos mais. Vários anos atrás, a empresa infeliz tentou recolher os meus dez filmes favoritos e eu estou vindo para seis mil.

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