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Jair Rodrigues

Venha conferir as frases de Jair Rodrigues, um dos cantores e compositores mais conhecidos do Brasil. Deixa isso pra lá, vem pra cá, o que é que tem? Eu não estou fazendo nada, você também.

06/02/1939 08/05/2014
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Música, voz, alegria e simpatia

Jair Rodrigues

Jair Rodrigues de Oliveira (06/02/1939 - 08/05/2014) foi um cantor brasileiro, pai de Luciana Mello e Jair Oliveira. Já foi engraxate, alfaiate, servente de pedreiro, faxineiro em cinema. Começou a cantar, profissionalmente, em 1957. Casado com Claudine Rodrigues há 39 anos. Já gravou suas canções ao lado dos filhos ainda pequenos, além de dividir o palco em shows com Alcione, Chitãozinho e Xororó, Daniel, a saudosa Elis Regina, entre outros grandes nomes.

Música Brasileira no Exterior

Aceitação da MPB no Brasil e no Exterior

A gente percebe, que a música que acontece lá fora, não é axé, não é pagode, não são essas que estão tocando agora. Não! Ainda tinha Alaíde Costa para
cantar bossa nova, como “Chega Saudade”, a Elza, eu cantando os meus sambas. Essas músicas dos “tempos do Zagaia” quem as plantou lá foi Carmen Miranda, João Gilberto com a bossa, Agostinho dos Santos, meu ídolo eterno e muitos outros. Sempre notei que são essas músicas que pode se cantar tranquilamente lá fora. Não se trata de saudosismo, se trata das qualidades, que essa nova geração está fazendo e o que falta é esse espaço, para que
outras músicas possam acontecer lá fora. Por enquanto, nada acontece.

Palpite

Jair

Não é palpite, a gente conversa. A Luciana fala: “Pai, por que você não grava...?”
Ela escuta e dá a sugestão para eu gravar. Daí eu falo: “Então, você não sabe, porque eu já gravei.” Eu tenho 44 discos, né? Aí, ela vai mexer nos meus discos e acha. E eu faço a mesma coisa. Às vezes eu pego uma música antiga, música de outras cantoras e mostro para ela.

Primeiro Sucesso

Jair Rodrigues

A primeira música que fez sucesso foi Deixa Isso Pra Lá. Foi o primeiro rap lançado no mundo. Graças Deus, eu sempre fui preocupado em gravar sempre o melhor. Graças a Deus sempre tive um belo repertório. Posso fazer duas horas de show sem cantar música porcaria. Brinco com o público e me divirto cantando e divertindo as pessoas.

 

Administrar

Jair comenta como são os dias de hoje na carreira

Eu sei que hoje, por exemplo, eu não dependo de ter músicas tocando ou não. Eu estou em um patamar na carreira, que hoje é só administrar tudo isso. Tem esse pessoal da nova geração que querem saber coisas sobre mim, como é que eu fiz para me tornar o que sou dentro da música. Faço parte dessa coisa bonita que é a música popular brasileira com muita luta. Hoje só administrar.

Dom para música

Quando Jair decidiu ser músico

Isso quem descobriu foi minha falecida mãe, dona Conceição, que me deu o primeiro violão que tive nessa vida. Quando eu tinha meus 8 anos de idade, comecei a me ligar. Minha mãe me disse um dia: ‘você canta bonito, se continuar assim vai dar para um bom cantor (risos). Se liga pois acho que Deus te deu o dom da música, e você sabe que se a pessoa não tiver dom, não vai pra frente. Pode fazer sucesso esporádico, mas não sobe. Chega aos píncaros da glória e depois cai e some de vez, porque não nasceram pra coisa. E olha, tem que se cuidar, ver repertório, coisas bonitas, seguir exemplo de gente que faz coisas boas´, ela me dizia. Dos 14 anos em diante, eu me liguei nisso, Antes, queria mesmo era jogar bola. Dos 14 diante cantava, era crooner. Dos meus 6 aos 14 anos vivi em Nova Europa, interior de São Paulo. Depois fui para São Carlos, com 16 anos, me profissionalizei, cantei na noite, organizei meu repertorio.

Festivais

Jair sobre a época dos festivais

O que acontece é que antes dos festivais, quando comecei, ligado em Francisco Alves, o rei da voz, uma das vozes mais lindas que já teve, Orlando Silva, Nelson Gonçalves, Gonzagão, enfim, como exemplos cito estes, era uma coisa bonita de se ver e ouvir, porque todas emissoras de rádio, os clubes e os canais de TV exibiam. De repente, me vi dentro do cenário musical como profissional, muitos jovens de 15, 16, 20 anos não conheceram esses nomes que falei. Talvez nem o meu (risos). Onde quero chegar? É que a culpa é do próprio radio que não divulga as músicas boas. Dia desses, cheguei de um show em Natal e um rapaz sentou do meu lado, tinha uns 15 anos, pediu autógrafo e disse: ‘Adoro os três discos de seresta que você fez. Meu pai comprou e estou ouvindo, ele te ama, morre de paixão’. Pena que isso a gente não ouve mais radio tocar. Só toca outras coisas. A época de Festivais foi maravilhosa.

Começo da Carreira

Jair Rodrigues fala sobre a dificuldade de entrar no ramo

Hoje em dia, realmente, é mais difícil. Naquela época o artista era contratado por uma gravadora durante 3 anos. Meus primeiros discos, lançados em 1962, 1963, não tiveram sucesso. Em 1964 sim, veio o sucesso. Também porque a gravadora fazia uma grande divulgação. Hoje não é mais assim, como todas gravadoras estão praticamente falidas, elas não divulgam muito. Os que gravam independente tem que ele mesmo prensar, pagar, ir atrás, levar na rádio, na TV, divulgar. Poucas emissoras tem um quadro musical de qualidade. Nem de péssima nem má qualidade, simplesmente não tem.

Percurssor do Rap

Jair Rodrigues

O primeiro a dizer que fui percussor foi Herbert Viana, em 1987, quando participei do Festival de Montreaux, na Suíça. No ônibus, as pessoas começaram a cantar e diziam que era uma música com palavras faladas (risos). O Herbert disse alto, pra todo mundo ouvir: Olha, gente, tá sentado aqui do meu lado o sambista, primeiro versador, pai do rap, do Jairzinho e da Luciana.

Jair Sobre o Brasil

Cantor fala sobre o futuro do país

Não são esses vagabundos, ladrões da vida que vão estragar. Tem jeito e tem muita gente torcendo e fazendo para que esse jeito aconteça. Tomara que a bandidagem, que não cuida da educação, da saúde tome vergonha. Tenho certeza que isso vai acontecer. Nosso País não pode ficar atrás, um País que se tornou o maior do mundo. Só vou embora daqui quando Deus me levar. Vou pegar no pé de quem quer um Brasil podre. O Brasil tem mais coisas boas que ruins.

MPB

MPB por Jair Rodrigues

Desde quando comecei, sempre vi a MPB como uma das maiores do mundo e não tem quem me tira isso da ideia. Comigo não tem essa de problema musical. Sempre procurei fazer do modo que sei fazer, sem crise. Aliás, não existe crise nem musical nem de lado nenhum, na minha opinião.

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