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Poemas de Lucas Menezes

Poemas falam com a alma e com o coração. Nos trazem alento e conforto quando ninguém mais conseguiu. Leia os encantadores poemas de Lucas Menezes Maida e veja a beleza e a paixão de uma forma diferente do que você viu até agora!

Capitão

Lucas Menezes Maida

Que você sinta fome

Mas, sempre de bola



Que você faça falta

Mas, nunca na escola



Que você coloque os adversários no bolso

Mas, nunca as coisas dos outros



Que você faça gols de placa

E, nunca desmanche um Gol sem placa



Que você seja o capitão

Nunca, o olheiro



Que a festa na favela acabe em gols

Nunca, em tiroteio



Que você seja quem quiser ser

Buarque com Luiz Gonzaga

Ataque com juíz com zaga



Que você frequente o campo e a concentração

Mas, nunca os dois juntos



Que você seja o primeiro na capital

No Brasil e no mundo



Que você seja o capitão

Nunca, o Nascimento

Tampouco do Mato



Que você fique livre

Da marcação

Da Fundação, da prisão

E do fardado



Que a única coisa que você precise roubar

Seja a bola do adversário



Que você tenha problemas no vestiário

Mas, nunca no vestuário



Que o seu esporte predileto

Seja o mesmo do Nazário



Que você molhe a camisa

De suor, nunca de sangue



Que a única coisa organizada que você veja

Seja a torcida



Que você seja artilheiro

Mas, nunca faça parte da artilharia



Que você fure bloqueios

Nunca moletons



Que você use colete

Nunca à prova de balas



Que você seja assunto na mesa redonda

Mas, nunca na quadrada



Que você seja o capitão

Nunca, o tenente



Que você arme jogadas

E, nunca as quebradas



Que você viva com a bola no pé

E, não morra com a bola no pé



Que você arraste as chuteiras no chão

Mas, nunca o grilhão



Que você bata tiros de meta

Mas, não tenha os tiros como meta

Tire-os da reta



A bola perdida...

A bala perdida…



Que você encontre a bola de bico

E, nunca receba a bala na bica

Galimatias e discursos verborrágicos

Lucas Menezes Maida

Um amor de rimas fáceis, calafrios

Ininterpretável como “Las Meninas” de Velásquez

Um amor de rios, rios e Rios

Daquelas cantarolagens que espanta os males

(Eu te...)



Você não consegue recitar sem me excitar

Cantar sem me cantar

Rir sem me sorrir

Mirar sem me flechar

(Eu te...)



É Nando e Cássia, no mesmo ritmo, tocando relicário

É antídoto marítimo, no vai e vem que traz curas

É uma tarde em Itapuã sem fuso horário

É Dom Casmurro com o Emplasto Brás Cubas

(Eu te...)



Olhares 43, dias 15, tamanhos 13

Amor ao acaso, 204

Como um encontro inesperado

Em uma impressora de trabalho

(Eu te...)



Amei teus melasmas

Plantei tuas Astromélias

Conheci as imperfeições

Fiz delas perfeições

Transformei meu dicionário em Aurélia

(Eu te...)



Você é um rio de Janeiro

E eu; um rio de Março

Riu de mim quando me queimei no mormaço

O seu rio é mais legal, mas é no meu que faço aniversário

(Eu te...)



Nesta embarcação, eu me encontrava a bombordo

Enquanto tu, a estibordo

Uma tempestade da cor dos seus olhos

Transbordou a caravela de escordo

(Eu te...)



Corri chão e cruzei mar, deixei-me levar pelo ar

Usei de fonemas bilabiais para te deletrear

Essas coincidências semânticas alveolares

São o verdadeiro significado do verbo “amar”

(Eu te...)



Você virou Tu

Tudo ficou íntimo, mas ainda doeu

Queria te conjugar mais uma vez

Para que Tu virasse Eu

(Eu te...)



Todas essas verborreias em desengano

Galimatias inúteis de se ler

Todo esse clichê, démodé e blasé

É para falar que eu amo você

(Eu te amo)