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A difícil tarefa de unir homens e feminismo

O movimento feminista está ganhando cada vez mais força, lutando por direitos iguais e desconstrução de padrões socialmente construídos. A libertação da mulher está virando uma realidade. Mas e os homens? Onde entram nisso? Venha refletir um pouco sobre o gênero masculino e a luta pelo feminismo!

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Homens e feminismo

Com o feminismo ganhando cada vez mais destaque, levantando questões tão pertinentes, não é de se espantar que mais homens estejam adentrando o movimento. Então, nada mais justo que se levante a pergunta: é possível unir os homens ao feminismo? Vamos discutir um pouco sobre isso?

Luta das mulheres

O feminismo, antes de mais nada, é uma luta das mulheres. Elas conquistaram o voto feminino, o direito ao patrimônio, ao divórcio, ao direito de exercer política, à criminalização do feminicídio, e tudo mais, em grande maioria sozinhas, precisando sofrer muito para tanto. Não podemos esquecer de quem é a luta e por quem lutamos. Se os homens têm espaço, não pode ser a maior parte dele, e nem mesmo a metade, pois a luta sempre será feminina.

O inimigo

Se as mulheres lutam, elas lutam contra quem? Tecnicamente, a resposta correta seria contra “o patriarcado”. Entretanto, se os homens representam o patriarcado, de certa forma, a luta seria contra os homens. É uma questão complicada, pois muitas mulheres não deixam de amar homens: são seus pais, seus irmãos, seus filhos, seus maridos. De qualquer forma, é possível amar o inimigo, mas será possível deixar o inimigo lutar ao seu lado? Por isso, a definição de qual seria o inimigo do feminismo é importante e é ela que vai traçar o caminho de luta.

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Patriarcado e os homens

Ainda que sejam os homens os representantes do patriarcado, é redondamente errado dizer que eles são o patriarcado. Na verdade, o patriarcado é uma ideia semeada há milhares de anos, e que destrói as relações humanas até hoje. O que as mulheres sofrem com o patriarcado já se sabe, mas pouco se fala das ideias de masculinidade que, além de serem pura invenção, destroem a vida dos homens. Portanto, não seria de todo errado trazer os homens ao feminismo, levando em consideração o que eles sofrem.

Homem não chora?

Homem que não chora reprime todos os sentimentos que tem, os quais logo podem explodir – e, nessa cultura, homens só podem se expressar sendo agressivos, então, sua explosão de sentimentos virá de forma violenta. Todos os seres humanos possuem sentimentos e é direito de todos sentir. Aprender a lidar com sentimentos é inteligência, é maturidade. Homens que não choram não conseguem evoluir e vivem em eterna aflição.

Homem tem que sustentar?

Na nossa cultura, é obrigação do homem sustentar a família. Durante muitos anos, as mulheres foram proibidas de trabalhar e até hoje ganham menos do que os homens, mas há casais cuja mulher é quem ganha mais. E isso é motivo para zombarem do marido, e este se sente diminuído, humilhado. Mas para quê? Cada um precisa oferecer o que pode e o que sabe à família. A pressão de sustentar sozinho uma família pode ser – e muitas vezes é – fatal.

Homem precisa ser melhor

Somos todos bons em algumas coisas e ruins em outras. E pode acontecer de um homem ser muito bom em cozinhar, mas péssimo em liderança. E uma mulher, vice-versa. Mas a sociedade não sabe lidar com o fato de uma mulher ser chefe de um homem, ainda que ela seja melhor que ele – pois o homem precisa ser melhor do que as mulheres. Isso é desastroso para as mulheres, que muitas vezes precisam se diminuir para não ferir o ego dos homens; e também é triste ver os homens fingindo engrandecimento e negando suas verdadeiras essências.

 

Documentários

Para quem quer se aprofundar no tema, aqui vão duas indicações: a ONU (Organização das Nações Unidas) realizou recentemente um documentário sobre o assunto, chamado “Precisamos falar com os homens? Uma jornada pela igualdade de gênero”. Além disso, existe o documentário “The Mask You Live In”, dirigido por Jennifer Siebel Newsom e lançado em 2015, que fala sobre a ideia tóxica de masculinidade.

Veja também: 12 documentários da Netflix sobre mulheres fortes

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