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Dea Matrona

Dea Matrona foi uma deusa mãe na mitologia celta. Cultuada pelos celtas na região da Gália, Dea Matrona era mãe do deus da juventude, Maponos, e era associada à maternidade, fertilidade e prosperidade. Conheça a história dessa deusa da região do Rio Marne.

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Representações

As representações de Dea Matrona, que podia aparecer sozinha ou na tríplice, mostram uma mãe, que pode estar amamentando um bebê, segurando uma cesta de frutas ou outros alimentos, ou com cachorros pequenos. Muitas esculturas encontradas eram de terracota, destinadas a serem usadas em altares caseiros.

Gália

Antes das incursões romanas, os celtas se espalhavam por grande parte do noroeste europeu e pelas ilhas britânicas e não possuíam unidade política. Isso fez com que muitos cultos e panteões diferentes surgissem dentro da mesma cultura. Cada tribo cultuava deuses diversos, ainda que estes guardassem semelhanças entre si. O culto à Dea Matrona surgiu na Gália, região onde atualmente se encontra a França.

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Rio Marne

Dea Matrona era uma deusa-mãe na mitologia Celta. Ela nomeia o rio Marne, localizado a leste de Paris. Era uma tradição celta nomear rios em homenagem a deusas, e o rio Marne é mencionado por Júlio César em seus relatos sobre as guerras na Gália. O caráter maternal da deusa é similar à mitologia associada aos rios: provedores de vida e nutrição.

Deusa Tríplice

O número três é muito importante na mitologia celta. Ele aparece em diversos elementos, como a shamrock, o trevo de três folhas, símbolo da Irlanda e da mitologia celta. O três é também um número especial em muitas lendas e histórias e existem os três “reinos”: céu, terra e oceano. Nessa mitologia, é também muito comum a existência de deuses tríplices, e Dea Matrona era uma dessas deusas. Era possível encontrar diversas representações da mesma deusa em grupos de três.

Significado do nome

Apesar de poucas informações terem restado sobre a história, por exemplo, o culto e a mitologia que cercavam a Dea Matrona, sabe-se seu significado para os antigos celtas, não apenas devido às esculturas, mas devido ao seu próprio nome. Matrona deriva do gaulês Mātr-on-ā, que significa “grande mãe”. O Dea Matrona pode ser interpretado como “divina deusa mãe”.

Maponos

Acredita-se que o deus gaulês, Maponos, pode ser filho de Dea Matrona. Seu nome significa “grande filho”, e ele é um deus da juventude cultuado pelos celtas gauleses, assim como Matrona. Durante a ocupação romana, Maponos foi associado ao deus Apolo.

 

Santuário

Na nascente do Rio Marne, era localizado um santuário em homenagem à Dea Matrona. O santuário combinava casas de banho com o templo, mas pouco restou para se saber como era realizado o culto à deusa neste local. Acredita-se, porém, que, devido às casas de banho serem consideradas locais medicinais, a deusa podia também estar associada à cura.

Matres e Matronae

A Dea Matrona corresponde a um fenômeno que pôde ser observado por toda a Europa durante a Idade do Ferro: o surgimento de deusas-mãe e deusas tríplices, nomeadas Matres ou Matronae. Tais deusas guardam semelhanças, mas não são a mesma figura. Elas aparecem em mitologias bastante distintas, como as Parcas do panteão romano, as Normas da mitologia nórdica ou até Morrigan, a deusa tríplice da guerra da mitologia celta irlandesa.

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