Mensagens Com Amor Menu Search Close Angle Birthday Cake Asterisk Spotify Play PPS Book Download Heart Share Whatsapp Facebook Twitter Pinterest Instagram YouTube Telegram Copy Up Check

Siga-nos

Edmundo

Edmundo foi um grande craque com a bola nos pés, foi artilheiro por onde passou em grandes clubes como Vasco, Palmeiras entre outros e tudo isso permitiu disputar uma copa do Mundo em 1998. Após o fim da carreira Edmundo se tornou comentarista de futebol na Bandeirantes.

02/04/1971
continue lendo
Compartilhar

Estou cansado

Edmundo

Eu fiz aquele desabafo no programa porque tinha tanta gente falando mal do Palmeiras e que não é tão palmeirense e tem tanto carinho quanto eu tenho. Culpar uma, duas pessoas por tudo não vai resolver. E eu estou cansado de ver o Palmeiras nisso. Hoje (segunda-feira), lendo umas mensagens de torcedor no Twitter, eu até chorei de tristeza.

 

Minha cabeça continua a mesma

Edmundo

A idade parece que não muda nada. Minha cabeça continua a mesma, o comportamento também. Mas em relação à nova carreira eu confesso que não estava preparado, que não sabia direito o que eu queria fazer. Fui muito bem recebido nas duas emissoras [Band e RedeTV!] em que eu trabalhei e até agora estou surpreso.

Eu não sabia se eu podia falar sobre futebol fora do campo, porque nas minhas rodas, nas rodas de amigos, eu tinha sempre uma visão diferente das pessoas. Eu vivia aquilo lá [o futebol] no dia a dia. Por exemplo: Os caras na TV falando que fulano é "chinelinho" [jogador que se machuca muito, não usa muito a chuteira], e eu estava lá, via que o cara estava realmente machucado. Em futebol, cerveja, pelada... Fica aquela discussão de homem, e eu sempre tive uma opinião contrária do que pensavam os torcedores de uma maneira geral. Eu não sabia que isso poderia ser levado para a televisão. Depois de que eu parei de jogar, fiquei meio sem uma rotina diária, sem ter o que fazer. A gente perde um pouco o chão, né? E, passado um tempo, eu recebi a proposta da RedeTV! e fiquei feliz. Estou gostando dessa fase. Eu diria que fui picado pela mosquinha do jornalismo futebolístico ou algo assim. (Edmundo quando estava completando 40 anos.)

Sobre o apelido "Animal"

Edmundo

Não, na verdade nunca me incomodou. É lógico que ele tem uma conotação positiva e negativa. É dúbio, depende de como a pessoa fala com você. Por exemplo, na época, isso virou gíria de escola. E isso era muito benéfico, muito positivo. Mas, em outros momentos, quando eu via que era pejorativo, é claro que eu ficava chateado. Hoje vendo os rótulos que as pessoas têm por aí, como Ronaldo Fenômeno, Adriano Imperador, é claro que se eu pudesse ter um rótulo que não fosse tão polêmico ou dúbio, eu gostaria. Mas, por outro lado é bom, porque sou o único e depois que o Osmar Santos [narrador esportivo, que criou o apelido para Edmundo] sofreu o acidente, ele não pode mais chamar ninguém por este apelido...

Sobre o amor pelo Palmeiras e Vasco

Edmundo

Olha... (risos) Essa é uma pergunta muito difícil de ser respondida, mas eu acho que encontrei --veja bem, eu acho-- uma maneira boa e bem verdadeira de explicar. O Vasco é amor de mãe, eu nasci no Vasco. O Palmeiras é amor de mulher, eu amo igual, não posso dizer que amo mais minha mãe ou minha mulher, eu amo igual. Só que conheci em momentos diferentes e seria hipocrisia minha eu dizer que nasci palmeirense. Mas é uma grande verdade dizer que eu me apaixonei pelo Palmeiras. O que eu te digo é que sou eternamente grato aos dois clubes, eu os agradeço por tudo. Quando estou aqui, é lógico que recebo mais carinho da torcida do Palmeiras; quando estou no Rio, recebo carinho da torcida do Vasco.

Sobre a hora de se aposentar

Edmundo

Não foi difícil, não. Eu sempre tive na minha cabeça, desde quando eu comecei a jogar futebol profissional, em função de ter esse rótulo, de ter jogado a minha vida inteira com uma "ficha" só... Eu só tinha o meu futebol. Não tinha assessoria, não era querido, não era bonitinho, enfim, não tinha o rótulo "positivo". Eu tinha que jogar para pessoas falarem bem de mim. E eu sempre tive na minha cabeça que eu não ia me arrastar em campo, que eu não ia "roubar". No futebol a gente usa essa palavra “roubar”, para avaliar quando você não joga mais e ganha um bom salário. Eu já tinha em mente que, quando meu corpo não aguentasse mais, que quando eu não pudesse mais ser útil, eu iria parar. Em alguns momentos eu achei que estava na hora e consegui ainda jogar em alto nível, mas depois eu vi que não estava mais conseguindo jogar em alto nível.

Na minha vida sempre tive dezenas de propostas no final do ano. Depois de um tempo, quando começava a chegar o final do ano e essas propostas já não vinham mais (ou vinham de times de menor expressão e que iam pagar um salário mais baixo), eu pensei: "É, realmente chegou a hora de parar!" (risos). A decisão foi fácil de ser tomada, mas conviver com ela é um pouco mais complicado. É aquele lance de treinar todo dia, ter aquela rotina... Todas as coisas fazem falta, mas eu continuo jogando minha "peladinha" e agora que me encontrei na televisão, eu estou bem mais tranquilo.

Sobre a mudança pra São Paulo

Edmundo

Na verdade, essa foi sempre uma dúvida que tive na minha cabeça, desde que morei aqui pela primeira vez, em 1993. São Paulo é uma metrópole, tem tudo do bom e do melhor, as pessoas são muito bacanas comigo, a cidade me abraçou. Mas profissionalmente, jogando futebol, você precisa viajar, mudar muito de cidade. Agora não. Eu estou trabalhando na TV, e a sede dela é aqui, e juntou uma coisa na outra. É a questão do trabalho com o lado pessoal. Primeiro porque é cansativo ir e vir direto [do Rio], e segundo porque eu penso que, para minha vida e meu futuro, estar em São Paulo vai ser melhor em todos os sentidos, inclusive para minha família.

Sobre a escalação na final da Copa de 98

Edmundo

Bom, eu já falei sobre isso 500 vezes e inclusive hoje no almoço, eu já falei também. Já contei tudo, mas eu vou repetir para você. Eu estava lá no hotel, no meu quarto, aqueles interligados, e eu passei para ir ao banheiro e vi o Ronaldo passando mal. Até então eu não sabia que era convulsão, e eu chamei o Roberto Carlos para ver, e ficamos desesperados e acordamos a concentração inteira. Isso às 15h e a final era às 20h. Isso mexeu muito com todo mundo e o Ronaldo sempre foi uma pessoa muito querida, ele é uma pessoa do bem. Isso mexeu muito com todos, e aí Zagallo me colocou para jogar, mesmo eu não sendo a primeira opção dele. Até aquele momento eu ainda não havia jogado, o Zagallo sempre deixou clara a preferência pelo Denilson, e enfim... Para te falar a verdade a minha frustação já existia, não foi naquele dia, por causa dessa atitude. Eu já estava frustrado antes, há 50 dias, primeiro porque a Copa foi no meio de 1998 e em 1997 eu fui o melhor jogador de futebol do Brasil, e isso não é pretensão minha não. Por isso eu acho que poderia ter jogado, ter sido explorado de uma forma melhor. Vou te confessar que a minha Copa, e isso eu falei até para os meus amigos... Eu me sentia como um espectador, como você, como ele, ou como qualquer outro que estivesse lá para assistir aos jogos. A única diferença era que eu estava assistindo do banco de reservas, mais próximo ao campo. E te digo que mesmo tendo jogando quase nada naquela Copa, eu voltei ao Brasil ainda como um dos poucos brasileiros que tinha respeito por parte dos torcedores que nos esperavam aqui.

É muito fácil

Edmundo

É fácil para um cara louro de olhos azuis falar mal de dois caras de quem todo mundo fala mal, como eu e o Romário. Ele é um excelente jogador, mas tem uma porção igual por aí.

fechar