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Paulo Werneck

Com onze anos de experiência como editor de livros, Paulo Werneck já passou pela editora Companhia das Letras e Cosac Naify. Também atua como tradutor literário e é co-autor do livro Cabras- Caderno de Viagem. Conheça mais o jornalista.

Crítico

Sobre Millôr Fernandes

Ele era a pedra no sapato do poder. É um tom crítico, principalmente ao poder, mas são novos críticos, que falam de questões do século 21. Não é a velha esquerda ou a velha direita.

Flip

Paulo Werneck

A Flip tem um pouco de tudo, tem a ver com tradução, com escolhas editoriais, com visão jornalística de questões intelectuais. O desafio é totalmente diferente, mas ao mesmo tempo não é, de certa forma.

Explicação

Diário Catarinense

Na Flip, a fronteira entre o espectador comum e o profissional da indústria editorial ou jornalista, por exemplo, não é tão nítida, todos se sentem um pouco de cada coisa. Essa sensação rompeu com certas hierarquias do mundo cultural e hoje faz parte do clima da festa.

Ideias

Diário Catarinense

As ideias estão surgindo e nada, absolutamente nada, está definido. E sobretudo estou conhecendo melhor a Flip por dentro, conversando com Mauro Munhoz, Liz Calder e outros profissionais que fizeram a Flip ser o que é.

Debate

Diário Catarinense

Até pouco tempo atrás só se debatia quem ia ser técnico da Seleção. Claro que Lima Barreto é um autor de primeira e daria uma bela Flip, tem uma obra atual, que vem sendo discutida, redescoberta, reeditada. Muitos outros autores também renderiam Flips incríveis e surpreendentes. Essa é uma doce decisão que ainda não foi tomada.

Respeito

Sobre Millôr Fernandes

Ele era um tradutor de Shakespeare, de Ibsen, um cartunista genial que rivalizava com Steinberg, que é o maior nome do cartoon do século 20, um humorista, autor de livro infantil... Ele fez de tudo. Para mim ele é a cara da Flip, esteve até na primeira edição.

Autores

Folha de SP

Procurei convidar autores millorianos, ou seja, que repercutissem aspectos da obra do Millôr, como a contestação ao poder, o humor, o ecletismo, o trânsito entre cultura erudita e cultura popular.

Geração

Paulo Werneck

É natural e saudável qualquer renovação geracional, mas na verdade sou da mesma geração dos últimos curadores — Miguel Conde, Flávio Moura e Cassiano Elek Machado. Não acredito que haverá ruptura, uma "nova fase", apenas a natural contribuição dos que vão chegando.

Poder

Paulo Werneck

Em 2014, a crítica de Millôr Fernandes a toda forma de poder se faz urgente e necessária.

Convites

Folha de SP

Preciso me reunir ainda com o pessoal da Flip, há muita coisa ainda a ser decidida. Mas a Flip já está acontecendo, não estamos fundando a edição. Já há até convites que foram feitos, autores que a Flip quer trazer e não é de hoje. Vamos ver se agora a gente consegue.

Momentos

Diário Catarinense

Vivi momentos memoráveis, muitos por questões afetivas — cito as mesas de meu pai, Humberto Werneck, com Xico Sá, em 2008, e António Lobo Antunes, em 2009. Ou a participação dos meus amigos Chico Mattoso e João Paulo Cuenca na primeira edição da festa, com o livro especial Parati para mim.

Espaço Importante

Diário Catarinense

Sempre tive muita interlocução com os curadores, foi um espaço importante para minha atividade como editor e como jornalista também. Lembro que, logo nas primeiras edições, ter visto Paul Auster parar a praça da Matriz para ouvi-lo falar sobre notas de rodapé foi uma coisa emocionante, inesperada no nosso país. Hoje faz parte da nossa vida.

Literatura Brasileira

Folha de SP

Temos grandes autores de literatura brasileira, afirmar o contrário é desmerecer Antonio Prata, Eliane Brum, Bernardo Kucinski, Marcelo Rubens Paiva, que são escritores "puro-sangue".

Trabalho

Folha de SP

Mas a Flip não é "on demand", meu trabalho não é satisfazer os desejos dos editores. De certo modo, é administrar as frustrações deles.

Editor

Folha de SP

Quando era editor, eu também queria que o maior número possível de autores editados por mim estivesse na Flip.

Diversidade

Folha de SP

Neste ano é que temos 21 editoras levando 41 autores para a Flip – e isso considerando apenas o livro mais recente de cada autor, o lançamento da Flip, sem forçar a barra. É uma marca histórica em termos de participação. Se isso não é diversidade, não sei o que é.

Equilíbrio

Folha de SP

Considero bastante equilibrada esta Flip. Toda atividade intelectual que se preze é de resistência. A programação traz formas de resistência do século 21 que não se encaixam em antigos rótulos e até os questionam e subvertem.

Trabalho de editor

Folha de SP

Assim como no trabalho de editor, seja de livros, seja de jornal, você tem a oportunidade de afirmar o seu gosto, o que acredita ser importante, as descobertas, o que pode ser valorizado, aqueles grandes autores que têm algo a dizer ou que possam ter um contato marcante com o público.

Literário

Folha de SP

É interessante pensar também o que pode ser ou não literário, que é uma discussão que volta a cada edição. Quem conhece minha trajetória sabe que tenho a mente aberta. Acho que a literatura precisa conversar com outras formas de arte, de veiculação de ideias.

Sorte

Folha de SP

Na Flip tem sempre uma dose de sorte, de acaso, de autores que estejam disponíveis na ocasião do convite, tudo isso. Quero que seja uma Flip marcante, que tenha novidades, surpresas, como todo projeto cultural deve ter.

Opinião

Folha de SP

É natural que as editoras queiram opinar, a Flip também é para apresentar aos brasileiros os autores que estão à disposição deles no mercado brasileiro. A Flip não é só para quem vai a Paraty.