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Alegrias da Maternidade

Vinicius de Moraes escreveu que ser mãe é padecer no paraíso. O que o poeta não sabia é que o amor materno vai muito além disso.

Dores e delícias da maternidade

Mãe e Mulher

Hoje eu vou falar para você, que está grávida. Vou lhe contar coisas que poucas pessoas têm coragem de nos falar. Talvez por medo, talvez para não soar negativo, para não colocar medo. Hoje, quero te dar as mãos, te levar para um lugar tranquilo e falar olhando nos seus olhos. Quero te contar algumas coisas. Coisas que ninguém me disse e quando eu senti me imaginei a pior das criaturas por achar que só eu vivenciava aquilo.

Pois bem. Logo mais você dará à luz todo o sentido da sua vida. Você será inundada por um amor nunca antes sentido, imaginado, vivenciado. Terá a certeza de que seus dias, enfim, terão sentido. Essa fofura em forma de bebê trará alegrias, descobertas e muita aventura.
Mas, também lhe digo que muitas coisas nem tão positivas podem ocorrer e que isso é normal. Sim, normal! Porque, antes de sermos mães, nós somos mulheres. Somos de carne e osso, coração e cérebro. E diria que muito mais coração do que cérebro. Porque nós temos as nossas limitações, porque cansamos, porque temos sono, porque temos desejos, porque somos seres humanos.

Essa criaturinha que está chegando vai precisar de você em 100% do seu tempo nesse início de vida. E ele vai chorar, e ele não vai dormir, e ele vai pendurar no seu peito por horas e horas e horas. E quando você estiver quase pegando no sono ele vai ter a fralda cheia de xixi. E quando vocês estiverem prontinhos para sair ele vai regurgitar em cima da roupa linda dele e em cima de você, lhe deixando sempre cheirando azedo.

Não, ele não fará isso porque você merece o padecimento, nem porque está lhe punindo, nem porque ele está manhoso. Bebês não têm maturidade emocional para fazer joguinhos de manha. Eles apenas são bebês e precisam de cuidado. Precisam de alguém que os alimente. Acabaram de sair de um útero quentinho, onde estavam protegidos do frio e da luz.

E você poderá sentir, por muitas e muitas vezes, raiva. E poderá sentir culpa por sentir raiva. E isso vai doer. Você encontrará, na Internet, milhões de relatos apaixonados sobre a maternidade, sobre o encanto de ser mãe, sobre a coisa mais deliciosa do mundo de cuidar de um bebê. E não raras as vezes que você se sentirá a pior mãe do mundo e se questionará: "se todos só falam do amor e prazer de ser mãe, porque que é que eu me sinto tão cansada, precisando de mim e querendo ser eu novamente?".

E lhe digo: porque você é normal. Você é um ser humano. Você tem desejos, sonhos e necessidades. Não sinta-se culpada quando isso ocorrer. Ter filho dá trabalho, sim! Eles são extremamente dependentes e isso até nos assusta vez ou outra. Pode ser que você chore, tenha vontade de sumir, olhe para aquele bebezinho tão lindo e não tenha vontade de pegá-lo no colo. Sim, provavelmente vai!

E isso não significa que você é uma péssima mãe. Não. Muitas de nós sentimos isso. Muitas sofrem caladas, mas eu vivenciei isso e outras, amigas e conhecidas, também. Não se sinta mal.

Sabe o que é melhor? O melhor é que tiramos uma força de não sei onde, um poder, um amor, sacudimos a poeira, damos a volta por cima em instantes e abrimos um sorriso. Voltamos a ter a doçura que nos é peculiar. Abrimos os braços para nosso bebê. E damos o peito. E ninamos. E acalentamos. Sentindo um amor que não cabe em adjetivos nem expressões.

E isso é a maternidade. É a dedicação exclusiva mais gratificante de sua vida. E também, por que não, mais cansativa? Mas, quem é que disse que seria fácil? Fomos preparadas para ser mãe e temos condições de superar tudo isso. Amor, esse amor de verdade que falamos quando experimentamos a maternidade, tem um custo. E sabe? Nós damos conta! Pagamos qualquer preço e vale muito à pena. Ah, se vale!

Meu filho

Ele é o nó no meu cabelo. O esmalte descascado na minha unha, as olheiras no meu rosto. Ele é o brinquedo na gaveta de roupas, o amassado nas páginas do meu livro, o rasgado no meu caderno de anotações. Ele é o melado no controle remoto, o canal de televisão, o filme no DVD. Ele é o farelo no sofá, as tesouras no alto. Ele é o backup no computador, o mouse escondido, as cadeiras longe da janela. Ele é a marca de mão nos móveis, o embaçado nos vidros, o desfiado nos tecidos. Ele é o ventilador desligado, a porta do banheiro fechada, a gaveta da cômoda aberta. Ele é o coque na minha cabeça, o amarrotado nas roupas, as frutas fora da fruteira, os panos de prato amarrando os armários. Ele é o meu shampoo cheio de água, a espuma no chão do banheiro, o brinquedo dentro da privada. Ele é o interruptor nas tomadas. Ele é o peixe no aquário, a árvore de natal, os pisca-pisca de todas as casas. Ele é o círculo, o susto… A primeira visão da lua no começo da noite… O valor do trabalho, a vontade de aprender, a minha força, a minha fraqueza, a minha riqueza.

Ele é o aperto no meu peito diante de uma escada, a ausência de sono diante de uma febre. Ele é o meu impulso, o meu reflexo, a minha velocidade. O cheirinho no meu travesseiro, o barulho, a metade, o azul. Ele é o vazio triste no silêncio de dormir, o meu sono leve durante a noite. Ele é o meu ouvido aguçado enquanto durmo. A minha pressa de levantar da cama, a minha espera de bom dia. Ele é o arrepio quando me chama, a paz quando me abraça, a emoção quando me olha. Ele é meu cuidado, a minha fé, o meu interesse pela vida, a minha admiração pelas crianças, o meu respeito pelas pessoas, o meu amor por Deus.

É o meu ontem, o meu hoje, o meu amanhã. Ele é a vontade, a inspiração, a poesia. A lição, o dever. Ele é a presença, a surpresa, a esperança. A minha dedicação. A minha oração. A minha gratidão.

O meu amor mais puro e bonito. A minha vida!

Ter filhos

Um dia resolvemos encarar nossos medos e embarcamos junto com o marido na montanha russa da maternidade, sem saber pra onde os trilhos iam nos levar, onde estariam os loopings, onde estariam as retas, onde estaria o fim e se ia dar vontade de ir mais uma vez.

A gravidez porém, apesar de ser um tempo absolutamente necessário pra que a gente possa se preparar pra tudo o que vem pela frente, não nos prepara pra nada.

Não foi no dia do parto, nem no dia seguinte também que eu me tornei mãe. Na verdade, depois de algum tempo nos damos conta de que não é a nossa vida que tinha mudado completamente. Era eu, era minha essência que havia sofrido uma transformação profunda e definitiva.

Sou mãe.

E isso quer dizer que sou forte. Isso quer dizer que sou bicho. Isso quer dizer que sou mulher e que estou ouvindo os gritos da minha alma de mãe, de meu instinto maternal, de minha mãe, de minha avó e de todas as mulheres que me precederam neste ciclo perfeito da vida. Eu dei a luz. Eu dei vida.

Nunca mais serei a mesma. Ao mesmo tempo que sou mais sensível, sou mais forte. Ao mesmo tempo que estou mais cansada, tenho mais disposição do que jamais tive. Ao mesmo tempo em que me preocupo, sou prática e racional para buscar soluções e tomar decisões essenciais. O que antes era um grande problema, que demandava tempo, sofrimento, raciocínio e muito drama, agora mal existe.

Todos os meus medos, com exceção do de perder um filho, foram embora.

Minha mãe nunca soube de tudo. Hoje eu sei que ela muitas vezes fingiu saber. Tinha dúvidas, inseguranças, incertezas, mas nunca deixou transparecer. Mais tarde, na adolescência, foi sincera e muitas vezes me olhou nos olhos e disse: "eu não sei, filha, eu não sei", mas na infância não, ela sempre me fez sentir segura, protegida. Para um filho, a gente é forte, a gente engole o choro, a gente quer mostrar o mundo de um jeito bonito, mesmo que às vezes uma guerra esteja acontecendo dentro do coração. Para um filho, a gente dá a própria vida.

E as outras mães, que eu tanto julgava... Só não peço perdão a cada uma delas por que sei que não é preciso. Quando nos tornamos mães nos redimimos dessa falha, passamos de predador à presa. Mal sabia o quanto eu mesma seria julgada, como sentiria à flor da pele tantas pessoas apontando meus erros, logo eu, que não me permitia errar. Mas é a ordem natural das coisas. Todos julgam uma mãe. Todos têm opiniões muito fortes sobre a criação de nossos filhos, sobre nossas escolhas e nossas decisões.

Não importa o que uma mãe faça, sempre será questionada, sempre será criticada, e ai dela se der ouvidos. Acabará num beco sem saída, num mar de conselhos inúteis, de simpatias imbecis, remédios caseiros e infelicidade. Por que ninguém, NINGUÉM sabe o que é melhor para um filho do que a sua própria mãe. Os erros, os acertos, todos vêm do coração, e no final das contas, é isso que fica.

E como eu sou feliz de sentir a força dessa mulher!

Como sou feliz por ter tomado essa decisão. Por ter encarado o desafio, vencido o medo da montanha russa. Como sou grata ao Léo e ao Vi por me ensinar tanto sobre mim mesma, por me mostrar que sou muito mais capaz do que jamais imaginei.

Ter filho é sim, difícil. Mas vale a pena.

Filhos, filhos, pra mim, é melhor tê-los.

Maternidade ativa: mães para um mundo melhor

Yuppi Magazine

Era uma vez uma mulher que vivia sua vida de sempre quando, de repente, aconteceu: ficou grávida. Nessa história hipotética, pode ser que a gravidez tenha sido muito esperada e planejada. Ou pode ser que ela tenha acontecido sem qualquer planejamento. Surpresas ou planejamentos à parte, uma coisa é certa: essa mulher está se transformando. Uma transformação que vai além do físico e que é muito mais complexa e duradoura.

Estamos falando de uma mudança de consciência, de atitude perante a vida, de postura, de mentalidade, de como nos vemos no mundo. Ter filhos é um convite irrecusável que a vida nos faz para aprender coisas que nunca aprenderíamos de outra maneira e a rever nossos próprios conceitos e posturas. Infelizmente, não são todas as mulheres-mães que aproveitam essa chance mágica de aprendizado, deixando escorrer por entre os dedos oportunidades insubstituíveis de fortalecimento, autoconhecimento e feminilidade, seja por comodismo, falta de estímulo ou de análise crítica. Mas isso não é assim tão condenável porque, afinal de contas, embora tenhamos nascido com óvulos e útero, ninguém nasceu sabendo ser mãe... Ser mãe é algo que se aprende enquanto somos.

Quando uma mulher descobre que está grávida, ela pode passar os nove meses da gestação e grande parte de sua experiência como mãe apenas reproduzindo o que ouviu do senso comum – mãe, avó, vizinha, amiga, sogra, jornais, televisão, novela, ou qualquer outra fonte de informação –, ou pode ir ativamente em busca de conhecimentos sobre como viver sua gravidez, como trazer seu filho ao mundo, como cuidar de uma nova vida, como ser mãe, como ser uma mulher-mãe e, nessa nova perspectiva, inserir os elementos do senso comum que se mostrem proveitosos aos seus próprios anseios e valores.

Mães, avós, amigas, sogras, vizinhas e outras presenças constantes em nossas vidas têm dicas ótimas e preciosas que podem nos ajudar muito como mães. Mas são orientações geradas a partir de suas próprias experiências individuais e, portanto, não podem ser generalizadas ou tomadas como universais. Não é porque um comportamento deu certo para uma dupla mãe-filho que dará para outra. E, ainda assim, muitas insistem em, apenas, reproduzir comportamentos, ignorando uma incrível oportunidade de aprender coisas novas e – muitas vezes – positivas e transformadoras.

Quando nos descobrimos mães, um mundo de questões e dúvidas nos é apresentado: o que fazer quando se está grávida? Como encarar a gravidez? Como se preparar para o nascimento de um filho? Como eu quero trazer meu filho ao mundo? Quais são os tipos de parto que existem e quais os benefícios/prejuízos de cada um deles, tanto para meu filho quanto para mim? O que fazer após seu nascimento? Como agir com o bebê? Como saber se estamos fazendo a coisa certa? São alguns dos questionamentos que se iniciam ao saber que estamos esperando um bebê e que, dali por diante, estarão sempre presentes na vida de uma mãe.

A mãe da historinha lá do início pode simplesmente deixar a coisa rolar, replicando comportamentos rotineiros, comuns e frequentes, que são mais feitos pelo automatismo e repetição que pela real reflexão sobre o assunto. Ela compra uma infinidade de coisas o enxoval do seu bebê, muitas das quais não sabe nem se realmente vai utilizar, porque, afinal, “todo mundo faz isso e todo mundo diz que precisa”. Mas a mãe da historinha também pode começar a se questionar sobre todas as escolhas. Pode aproveitar os meses de gestação para ler bastante, para se informar sobre quais as opções e possibilidades que existem nesse vasto mundo de receber um filho e seguir com ele vida a fora, pode questionar os profissionais que a estão atendendo se perceber que não compartilham de seus próprios valores.

E aí, nesse caminho de novas e infinitas descobertas, ela passará a fazer perguntas que, de outra maneira, não poderia fazer. Será mesmo necessário comprar tanta coisa assim? Será que é isso que meu filho realmente precisa? É mesmo necessár

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