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Ivan Martins

Se você é aquele tipo de pessoa que busca leituras que emocionem e toquem o coração, Ivan Martins é uma parada obrigatória. Conheça seu pensamento e suas frases.

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Se eu morresse amanhã...

Ivan Martins

Tive a impressão de que minhas pendências são grandes. As contas e os impostos estão pagos, mas a vida emocional está atrasada. Se eu sumisse hoje, se eu morresse, muitas palavras ficariam por serem ditas, muitos abraços ficariam no ar. Pessoas queridas ficariam sem respostas. Tive a impressão, na missa, de que há muito a fazer antes que a morte nos separe – e que o tempo, afinal, não é tão longo.

A tristeza faz parte da vida

Ivan Martins

A mim parece que a natureza nos dotou de alarmes. De quando em quando, um deles dispara para nos lembrar, realisticamente, que não há bem que sempre dure. É como se algo em nós dissesse (através do sonho, da inexplicável melancolia, de um pressentimento repentino), “Por favor, não se acostume. As relações não são eternas, a vida não é simples, a dor é inevitável.” Algo em nós avisa que a tristeza faz parte da vida.

Afeto

Ivan Martins

Da minha parte, tendo pensado um pouco, acho que a pessoa especial é aquele que enche a minha vida. Ela é a resposta às minhas ansiedades.
Ela me dá aquilo que eu nem sei que eu preciso – às vezes é paz, outras vezes confusão.

Gostar

Ivan Martins

Ser amado de graça, por outro lado, não tem preço. É a homenagem mais bacana que uma pessoa pode nos fazer. Você está ali, na vida (no trabalho, na balada, nas férias, no churrasco, na casa do amigo) e a pessoa simplesmente gosta de você.
Ou você se aproxima com uma conversa fiada e ela recebe esse gesto de braços abertos.
O que pode ser melhor do que isso? O que pode ser melhor do que ser gostado por aquilo que se é – sem truques, sem jogos de sedução, sem premeditações?
Neste momento eu não consigo me lembrar de nada.

Paquera

Ivan Martins

Quem está encantado pela outra pessoa, tem de deixar claro. Não pode ser grosseiro, não precisa ser vulgar, mas não se deve esconder os sentimentos. Como? Sei lá, mas evite baixar os olhos, sustente o sorriso, converse. Conversar não é o oposto de beijar ou transar, é uma preparação para isso tudo. Nem precisa ser uma conversa especial, eu acho. Quando a atração existe, ela permeia qualquer papo. Aos poucos, o ritmo da fala vai mudando e os corpos se aproximam. Pode não acontecer tudo hoje, mas uma hora acontece – se houver reciprocidade.

Padrões de beleza

Ivan Martins

Com sorte, seremos capazes de perceber, em algum momento da existência, que correr atrás de padrões que todo mundo quer é uma tolice.
Cada um de nós é tão específico, tão diferente dos demais.
É impossível que um único modelo de beleza, personalidade ou sensualidade sirva a todos.

Encaixe perfeito

Ivan Martins

Uma pessoa que nos preencha é mil vezes mais difícil de encontrar que um bom sapato.
Tem de encaixar temperamento, química corporal, ideias, grupo social, desejos para o futuro, neuroses.

 

Limites do amor

Ivan Martins

Pois eu acho que os limites existem. Cunhada não pode, filha do vizinho é demais, gente maluca não dá.
Quem apenas nos faz sofrer está fora da lista, paixão platônica por amigos é burrice, dependente químico precisa de médico. Nem tudo que desejamos é legítimo, afinal.
Nem tudo pode. Um dia temos de aprender a dizer não para nós mesmos e olhar os erros de frente. Aprender com as decepções.
Em vez de ilusão, realidade. Em vez de devaneio, mundo real. Os afetos impossíveis resultam em boas histórias do Nelson Rodrigues – mas são histórias que ninguém quer levar na própria biografia.

Como se inspira para a criação dos textos?

Ivan Martins

Geralmente vem da observação e da conversa com as pessoas. Qualquer um que escreva vive um pouco disso. Das suas histórias, dos seus sentimentos, e da história e sentimentos dos outros. Quem escreve precisa observar o mundo e ficar atento quando for escutar o que as pessoas estão contando, conversando, ou até mesmo reclamando. As ideias surgem assim, eu estou conversando com alguém - ou alguém me conta uma história -, a gente começa debater e aí, de repente, me ocorre: Pô isso dá uma coluna hein! É uma coisa legal, vou escrever a respeito disso. Assim saem os meus textos, do meu cotidiano e dos outros.

Egoísmo

Ivan Martins

É evidente que não estamos lidando com a outra pessoa, mas com nós mesmos. O outro serve apenas de espelho.
Estamos procurando nele ou nela apenas as nossas próprias predileções. É um troço bem narcisista.
Nada tem a ver com olhar o outro para entender ou aprender alguma coisa. A meu ver, nada tem a ver com amor.
É olhar o outro a procura de si mesmo, simplesmente. Um jeito de olhar sem ver.

Mar de emoções

Ivan Martins

Alguém pode chamar isso de amor, eu chamo de sorte. Chamo também de acerto e trabalho. A gente tem de estar pronto para uma coisa dessas.
Tem de perceber quando ela acontece. Uns chegam a essa compreensão precocemente e por si mesmos.
Outros precisam de análise e de tempo. Ralando. Muitos nem sabem que existe e nunca alcançarão a sintonia que permite navegar sem bússola o mar das nossas emoções.
Azar deles - porque o mar existe, e nele naufragam boa parte dos relacionamentos.

Amar é difícil

Ivan Martins

Já se percebeu duradouramente conectado a outro ser humano, de forma que ele deixasse de ser um estranho?
Já sentiu que a vida de alguém o preocupava – e o atingia - quase como se fosse a sua própria vida?
Quem consegue dizer sim a isso tudo e não está numa relação imaginária – ou platônica – com a pessoa do andar de cima, parabéns.
Ao contrário do que diz a lenda, esse negócio de amor não é para todo mundo.

Quem somos?

Ivan Martins

Posto diante dessa imagem poderosa, me pergunto quem sou eu. Um quarteirão deserto e árido? Uma praça com bancos coloridos?
Uma cidadezinha preguiçosa plantada num vale? Uma metrópole à beira mar, varrida pelo vento e pela sirene dos navios? Eu não sei. Não sabemos, na verdade. E nem nos cabe dizer.

Transar

Ivan Martins

Se o sujeito acha que uma garota que dá na primeira vez não serve para ele, então ele certamente é um conservador que não serve para mim.

Parceiros

Ivan Martins

Não há uma forma única de amar ou de ser feliz. Cada um de nós precisa de um tipo de resposta emocional e de parceria. Ela será encontrada em pessoas e situações diferentes. É simples.

Sociedade

Ivan Martins

Uma sociedade não produz desencaixes indefinidamente. Se muita gente começa a sobrar, alguma coisa está errada, com os valores ou com as relações sociais.

Habitar-se

Ivan Martins

Temos de ser descobertos, nomeados e mapeados. É pelo olhar amoroso do outro que nos revelamos.
É no olhar do outro que nos re-conhecemos. Como uma cidade. Um país. Um mundo que o outro queira habitar – e transformar em sua casa.

Solidão

Ivan Martins

Nada mais trágico, nada mais triste do que terminar um relacionamento por não conseguir sequer perceber quem realmente estava ali ao lado.

A pessoa certa

Ivan Martins

A pessoa que você mais quer no mundo está ali, trocando você por uma roubada, ou agindo da maneira mais escrota, e não há o que dizer.
Ela não percebe. Está cega. Age como se você não existisse. Mudou inteiramente de lealdades. Não é mais a pessoa que costumava ser.
Tornou-se distante e fria. Você sabe que ela está fazendo uma bobagem, você a conhece.
Sabe, ou imagina saber, que dentro de algum tempo ela se dará conta, enxergará, mas então será tarde. Você tem seu orgulho, afinal. A vida é breve, a fila anda, corações lastimosos encontram amparo e futuro.
Então, a pessoa que você mais quis no mundo estará lá, pedindo, e você não terá nada a dizer. Sinto muito, talvez. Talvez nem isso.

Se a gente tiver sorte

Ivan Martins

Se a gente tiver sorte, e alguma generosidade, vai receber o outro na nossa existência. Vai se acostumar a dividir com ele o tempo precioso, vai observá-lo mudar e amadurecer. Com sorte, a vida dela ou dele vai se tornar também a nossa vida. Por quanto tempo, nunca se sabe. A gente pode ter mais ou menos sorte. O importante é deixar-se tocar pela existência do outro e fazer parte dela. Deixar também que o outro faça parte. Essa é a grande experiência que fica, compartilhada.

Seus textos tem um "Q" de romantismo, isso acontece por quê?

Ivan Martins

Ah, talvez porque eu sou romântico (risos). Não é só isso, a proposta da coluna é essa, já que foi criada para falar sobre relacionamentos. Daí a gente vai tocar nessas coisas, esses sentimentos. Essa é a ideia desde o início. Porque eu sempre participava de conversas sobre esse assunto e não via na mídia nada que refletisse as minhas ideias e os meus sentimentos. Então, resolvi fazer uma coluna eu mesmo, para falar de relacionamento de uma forma que reflete a minha geração, as pessoas que eu conheço, o sentimento de um grupo de pessoas que estão por aí.

O que é preciso para escrever bem?

Ivan Martins

Em primeiro lugar é preciso ler bem. Também é necessário ter resistência, porque escrever bem não é fácil. Algumas pessoas até fazem isso com facilidade, mas a maioria de nós não. É um processo longo e doloroso. Para obter um resultado precisa ter resistência, é só isso. Tem que tentar melhorar, você não pode se satisfazer em escrever uma coisa medíocre. Tem que tentar escrever sempre melhor. Ler coisas boas te ajuda a escrever bem.

Vai e vem

Ivan Martins

Entre o início glorioso e o final vale de lágrimas, nos cabe conviver no dia a dia das nossas emoções.
As minhas, as suas, a dela. Não é fácil. A gente conversa, combina, acerta, discute, promete e, logo adiante, se contradiz, levado por sentimentos mais fortes do que nós.

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