Mensagens Com Amor Menu Search Close Angle Birthday Cake Asterisk Spotify Play PPS Book Download Heart Share Whatsapp Facebook Twitter Pinterest Instagram YouTube Telegram Copy Up Check

Siga-nos

CPM 22

Em 1995 nascia uma banda de rock que duraria mais de 20 anos - talvez não com os mesmos integrantes, mas sempre com a mesma essência. Quer saber uma curiosidade? Badauí, o valocalista do CPM 22, é o único do grupo que está desde o início. Que tal conhecer mais sobre eles? Entre no mundo do rock!

continue lendo
Compartilhar

Underground atual

Luciano

“Não só o underground, o rock no Brasil está fraco. Teve a morte do Chorão, a Pitty deu um tempo por causa da gravidez, isso enfraquece muito. A gente não considera essas bandas como rivais ou acha que é para competir, a cena tem que estar forte. Tem muito pouco espaço na TV aberta para o rock, e isso falando de mainstream, no underground falta coisa original.”

Mudanças na formação da banda

Luciano

“A base está aí: eu, Japinha e Badauí, desde 1999, então a banda não perde a essência. Musicalmente você perde e ganha né!? Quando o Wally saiu, perdeu muito porque era um puta compositor. O Phil toca muito mais guitarra do que ele, mas como composição é outra coisa.”

Diferença das bandas de antigamente

Luciano

“A gente é dos anos 90, tinha um monte de banda, mas o Garage não parecia com o Againe, que não parecia com Forgotten Boys, que não parecia com CPM, que não parecia com Hateen, que não parecia com o Blind Pigs. Cada banda era uma coisa, todo mundo tocava junto, todo mundo ouvia meio que as mesmas bandas, mas os sons eram diferentes. Hoje em dia parece que não tem influência, não absorve e se monta banda querendo estourar.”

Leia também: As bandas mais antigas em atividade

Antigamente era mais difícil fazer sucesso

Luciano

“Hoje a gente sabe, se edita tudo, qualquer um grava um disco, afina e edita. Na nossa época era o contrário, era fitinha. Para as pessoas ouvirem você, tinha que fazer show e vender na barraquinha, tinha que ir para a estrada. Não vejo muito isso hoje em dia. Eu continuo ouvindo os discos novos das bandas velhas.”

 

Após tocar no Rock in Rio

Luciano

“Primeiro que a gente nunca mais vai ficar nervoso em um show. A adrenalina e ansiedade que a gente ficou naquele dia foi a maior da vida de todo mundo, tipo final de campeonato do seu time. Era a experiência que faltava para a gente se sentir adulto porque a gente sempre se sentiu meio ‘a banda dos moleques no meio dos festivais’. A gente sempre se sentiu meio novato, depois do Rock In Rio você ganha um outro nível…”

Clique aqui para ler curiosidades sobre o Rock in Rio!

Mantendo a essência

Luciano

“A gente nunca mudou, a gente está aqui no mesmo prédio, no mesmo apartamento que eu moro desde criança, as amizades são as mesmas, os rolês são os mesmos.”

Longevidade da banda

Badauí

“Quando surgimos, pegamos uma fase em que as bandas de rock eram muito divulgadas na TV e nas rádios, acho que a cabeça era mais aberta. Demos sequência, apesar das mudanças do país, da cena, sendo fiel às origens, à nossa identidade, sem nunca mudar o estilo. Por isso que ainda temos esse público e boa parte dele vem se renovando.”

Por que o nome “Suor e Sacrifício”?

Badauí

“É uma frase de uma letra que tem no disco da ‘Conta Comigo’ e reflete bem, pois esse nome é uma alusão ao que é viver de punk-rock no Brasil, sobretudo, hoje em dia, porque atualmente se você não suar a camisa e se você não se sacrificar, você não chega a lugar nenhum. Quando o rock já é difícil, o punk-rock é mais difícil ainda.”

Não imaginavam que fariam tanto sucesso

Badauí

“Quando você é jovem, sonha. Desde o começo, trabalhamos para vencer. Mas tocar esse tipo de música no Brasil é muito difícil. Agradeço todo dia pela oportunidade que a gente teve de viver de algo alternativo, por poder me expressar da maneira que eu quero. Batalhamos demais e continuamos trabalhando muito para que esse legado continue forte. Não é um mar de rosas, passamos por muitas coisas, mas com certeza me sinto realizado.”

Atual cenário musical brasileiro

Badauí

“Eu acho que a gente está cada vez menos dando espaço para artista com conteúdo, a gente vê música vazia tomando conta das rádios e da televisão. Acho que a gente deu uns passos para trás culturalmente, a gente está vivendo isso… Você não vê mpb mais na televisão, não é a questão do rock só ‘puxando a sardinha para a gente’, mas você só vê sertanejo, funk e esse tipo de música.”

Sem arrependimentos

Luciano

“Acho que não, isso de sai e entra integrante toda banda tem. Altos e baixos toda banda tem. Com certeza, a gente errou pra caramba quando a gente era mais novo, mas faz parte, não tem como não errar... Mas fazer diferente eu não faria, o melhor é pensar em como fazer para o próximo disco. Se a gente não tivesse acertado não estaria aqui há tanto tempo.”

O segredo é se adequar

Luciano

“Aprendemos com os artistas grandes que a gente precisa ter vários tipos de shows de acordo com o lugar. A gente toca em festival grande, toca em casa de show fechada, não adianta chegar em uma feira agropecuária e querer tocar coisas do ‘A Alguns Quilômetros De Lugar Nenhum’, que ninguém vai conhecer.”

Mais discos ou mais amigos?

Luciano

“A gente tem uma galera muito grande que cresceu junto e sempre soma. Aqui tem alguns discos, mas a maioria está tudo guardado porque tem tudo disponível nas plataformas online. Acho que a quantidade de amigos e discos é igual.”

Momento atual do CPM22

Badauí

“Conseguimos passar por esse maremoto de mudança de comportamento de quem ouve rock e da mídia em geral. Agora, que estamos na maior gravadora do mundo, a tendência é que as coisas melhorem.”

fechar