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Eva Todor

Grande artista, Eva Todor coleciona muitos papéis em sua carreira que, ao total, conta com 80 anos. Conheça a história de vida da atriz e saiba mais sobre a história da comunicação no Brasil.

Trabalho

Eva Todor

Eu tenho vontade de continuar a trabalhar, mas isso depende de Deus. Se eu tivesse saúde, você nem imagina como eu tenho vontade

Personagens

Eva Todor

Dezenas de personagens marcaram a minha vida. A esses personagens eu agradeço a minha estabilidade.

100 anos

Eva Todor

Eu quero uma festa de 100 anos e, se possível, voltar a trabalhar. Hoje em dia tenho que ficar em casa por conta dessa doença, mas quero trabalhar.

Discurso

Eva Todor

Não quero festa, só fazer um discurso agradecendo o público. Gostaria de festejar, se Deus permitir e me der saúde, com mais um trabalho, não precisa ser grande.

Sucesso

Eva Todor

Eu gosto do sucesso, não saberia viver bem sem sucesso. Em teatro, tenho vaidade: não trabalho para pouca gente. Não sei trabalhar sem bilheteria. Na televisão, não depende de mim. Mas faço força e consigo desenvolver o papel do jeito que aparece.

Marcas

Eva Todor

Eu não sei dizer quais personagens mais marcaram. Mas ando na rua e o povo me reconhece em qualquer lugar. Gente de todas as idades. Até criança, é uma coisa! E olha que eu não trabalho para crianças.

Vaidade na TV e no teatro

Eva Todor

Em teatro, tenho vaidade: não trabalho para pouca gente. Não sei trabalhar sem bilheteria. E na televisão não depende de mim. Mas você faz força, e consegue dar um jeito em qualquer papel: consegue desenvolvê-lo do jeito que apareça.

Personagem

Eva Todor

Foi engraçadíssimo. Eu vendia droga, que chamava de ambrosia: eu vendia ambrosia, em vez de cocaína. Aí eu andava nas ruas, e diziam assim: "A senhora, nessa idade, vendendo droga?" Era muito engraçado.

Gênero

Eva Todor

Com o passar o tempo, criou-se o gênero Eva, que persistiu até agora, depois de velha. Porque não depende de idade, depende do gênero. Depende de uma forma de ser, de uma forma de representar, de improvisar. Não sei dizer exatamente o que é, é uma coisa brejeira, com humor. Não confundir com chanchada ou besteirol. É comédia fina.

Homenagem

Eva Todor

Quero ver se depois dessa homenagem eu ainda consigo, no ano que vem, se o físico, a idade e a saúde permitirem, voltar ao trabalho. Quero chegar aos 100 anos. Estou sensibilizada com a homenagem, só peço a Deus que não seja a última. Só espero que ela não seja a minha despedida. Se eu não morrer, vocês vão me ver trabalhar ainda.

Atuação

Eva Todor

Atuei em uma peça chamada Rendez-Vous, em que fazia seis ou sete papéis. Era muito engraçado. Eu fazia uma inglesa, uma grã-fina, uma porção de coisas. E estavam querendo levar Locomotivas, precisavam de uma mulher tipo vedete. Cismaram que eu tinha sido vedete, então me chamaram para fazer. Eu fazia a Kiki Blanche, a dona de um cabeleireiro, e que tinha sido vedete. Eu entrei e agradou. E nunca mais saí.

Novelas

Eva Todor

As novelas eram sempre muito produzidas, muito bem cuidadas, com muita seriedade. E os autores eram muito bons. Eu fiz várias novelas da Janete Clair, por exemplo, e gostava muito de trabalhar com ela. Mas uma das novelas que mais amei foi a do Antonio Calmon, Top Model. Eu tive um trabalho muito bonito. Tenho muita saudade daquela época, e tenho pena de não ter mais trabalhado com ele. Calmon é até hoje um autor que me agrada demais. Não quero ser injusta com os que eu amo também. Eu gosto muito do Aguinaldo Silva. Com ele, fiz Suave Veneno (1999), que foi um dos melhores trabalhos meus

Teatro e televisão

Eva Todor

Eu fazia as duas coisas, teatro e televisão. Não tinha coragem de largar. Até que chegou uma hora que fiquei um pouco cansada. Então, tive que optar. E depois que meu segundo marido morreu, eu fiquei muito desorientada. E a Globo, muito atenta, me chamou para fazer Top Model, para eu não ficar muito aflita.

Capricho

Eva Todor

Meu personagem tinha que ser diferente de tudo o que eu tinha feito: era ranzinza, velha, beata, chata. Conclusão: eu fiz. E foi muito bem. Eu não tive insucessos. Os papéis eram muito bons, com raríssimas exceções. Também gostei de fazer a novela O Cravo e a Rosa (de Walcyr Carrasco e Mário Teixeira, em 2000) e América (de Gloria Perez, em 2005). Gloria caprichou para mim.

Vaidade

Eva Todor

Posso ser vaidosa? Pretensiosa? Avalio minha carreira brilhante: longa, sem tropeços, sem desastre, contínua, respeitada, com prestígio aqui e além-mar. Estive três vezes com a minha companhia, por conta própria, na Europa. Uma vez eu fiz uma temporada em Lisboa de 11 meses. Levei minha companhia para a África. Tudo o que eu tenho, conquistei com teatro e ajudada pela televisão. Viajei há pouco tempo para a Argentina, e fui numa casa de tango. Quando entrei, recebi uma salva de palmas – só tinha brasileiro. Minha vida foi tranquila, limpa, muito transparente em todos os sentidos. Peço licença para ser pretensiosa, mas podem verificar, podem pesquisar, e vão saber que estou falando a verdade.