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Sônia Braga

Sônia Braga viveu a primeira Gabriela, em 1975, e sua atuação mais marcante nos últimos tempos foi no filme Aquarius. Além das indicações ao Globo de Ouro e ao Emmy, a atriz já esteve na lista de indicados da BAFTA. Nós separamos alguns pensamentos da brasileira para você conhecê-la melhor!

Pronta para tudo

Vou até onde o trabalho está, é só me mandarem uma passagem.

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Fã de novelas

Eu, que assisto tanto novelas, participar de uma é uma alegria enorme.

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Nada por baixo

Calcinha e sutiã me dão falta de ar.

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Trabalhos internacionais

Sinto falta de interpretar personagens que falem português.

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Os créditos da fama

Fazer sucesso é um voto de confiança, é como ser eleita. As pessoas te olham e acreditam em você.

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Percorrendo a carreira

Me perguntam: “Onde você mora?”. Eu moro onde eu trabalho. Se meu trabalho está em outro país nesse momento, eu estou morando lá.

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Respeito pelas mulheres

Tenho grande admiração por mulheres que sobreviveram ao câncer. Pelas mulheres, normalmente, tenho um respeito muito grande. Às vezes encontro mães na rua com um bebê no colo, outro maiorzinho do lado, e falo: “Você é meu ídolo”.

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Enfraquecimento feminino

Mulheres, numa determinada época da história da humanidade, foram poderosíssimas, mas esse poder não permaneceu em sociedade.

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Tempos difíceis

A humanidade está sofrendo muito problemas incríveis deste século, e vamos ter de conviver com eles. Infelizmente, o Brasil começa hoje um processo que talvez nos leve a um caminho muito difícil. A todos nós, homens e mulheres.

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Descobrindo a si mesma

Adoro entrevistas, porque fico mais animada com as perguntas do que com minhas respostas. Sempre descubro alguma coisa.

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Antes de começar as gravações de “Aquarius”

Eu estava tão bem, dedicada à nova carreira, estudando intensivamente, carregando minha câmera, fazendo longas caminhadas.

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Início da carreira nos EUA

O que aconteceu nos EUA foi que a indústria percebeu minha presença aqui e começou a me chamar. A primeira pessoa que me chamou foi o Bill Cosby. Eu não falava uma palavra em inglês e ele não estava nem aí. Me chamou pra fazer o programa e pronto.

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Dona de si mesma

Eu não tenho cachorro, nem gato, nem passarinho, nem namorado, nem marido. Então eu sou assim, faço o que quero quando quero.

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Processo contra a Rede Globo e o Canal Viva

Por um lado, ninguém nunca poderá dizer que não reclamei. Por outro, sou eu ali afirmando o que acredito, dizendo que acho sim que tenho esse direito.

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Laço com o público brasileiro

Eu sempre gostei de fazer TV aberta por isso, porque eu sabia que nem sempre o telespectador tinha grana para ir ao cinema ou ao teatro. Sempre pensei nisso ao fazer minhas cenas, no público do outro lado. Eu detestava, na minha época, ouvir de atores "Ah, eu faço TV por dinheiro, eu gosto mesmo é de fazer teatro". Hoje as coisas mudaram.

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Encarnando a personagem

Sempre tentei passar a ideia de que quando estamos fazendo um trabalho em cinema, não é uma personagem de livro, que não existe. É uma pessoa viva, respirando, é alguém vivendo ali. Ou seja, enquanto o ator estiver vivo, ele pode trabalhar, atuar. O que existe de ruim pro ator é o que existe de bom.

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Transformação

Gosto quando recebo ordens. Gosto de ter alguém me dizendo a hora de dormir, acordar, almoçar, jantar. Se depender de mim, eu não almoço. Vou dormir a hora que quero e acordo a hora que quero. Ninguém manda em mim. Mas eu estou exatamente nesse momento de me transformar pra ser feliz. Porque eu sou criativa, posso produzir, mas me sinto mais das artes visuais do que atriz.

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Jeito fotógrafa de ser

Eu não faço teatro porque não gosto tanto de falar ao vivo, com tanta gente. Mas 300 pessoas com câmeras, eu adoro! Porque todos estão trabalhando e um diverte o outro.

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Retorno ao mercado de trabalho brasileiro

Esse tempo de afastamento, que não foi intencional de minha parte, acaba com minha volta com Aquarius. Eu estou inteirinha lá.

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Fazer sucesso no exterior não é fácil

Na verdade, os americanos não têm problemas com estrangeiros no entretenimento, desde que sejam da Austrália ou da Inglaterra, falando inglês. Com hispânicos também não há problemas, contanto que sejam da Espanha. Os hispânicos que realmente criaram um momento no cinema daqui são espanhóis. Os mexicanos, mais os diretores e alguns atores e atrizes, também conseguiram certo sucesso aqui. Mas é só, o resto do mundo e da América Latina é quase inexistente... não há permanência.

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Cinema para todos

Que tal a América Latina escrever mais papéis para os latinos? A gente desenvolver um cinema que seja uma indústria de verdade. Cinema é indústria. Temos que promover mais festivais no Brasil, que realmente atraiam público.

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Envelhecer é natural

Qual a outra opção? Morrer. Se você não quer envelhecer, você quer morrer. Em relação a esta questão, tenho um mantra budista... A gente se distanciou tanto da natureza, em tantos aspectos. Quando a gente vê uma árvore bonita, pergunta: quantos anos tem a árvore? Alguém responde: “10 anos”. Aí vê outra árvore e alguém diz que ela tem 300 anos. A gente diz: “Nossa! Que coisa linda!”. Onde é que a gente perdeu este sentido em relação à natureza?

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Padrões de beleza

Você é quem vai determinar como quer ser feliz. A questão da aparência é muito forte no Brasil e nos Estados Unidos. É complicado lidar com isso.

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Orgulho de sua trajetória

Devo ser uma raridade, uma atriz que se tornou clássica em Cannes, exibindo duas vezes o mesmo filme.

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Fazer a diferença

Vim ao mundo para apimentar as histórias.

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Cenas dramáticas

O corpo da gente sofre muito.

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Sucesso no exterior

Sinto que os diretores brasileiros me acham muito valiosa. Só querem me convidar se for para fazer algo importante.

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Dificuldade ao gravar novelas

Fico apavorada com a quantidade de textos.

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Tia orgulhosa

Quem tem duas sobrinhas no Festival de Cannes? Sou eu!

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O que gostaria de ter feito como atriz

Uma coisa me revolta: nunca me chamaram para fazer propaganda de xampu.

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Interpretação de personagens

Acho, de verdade, que o que determina esse diálogo é uma verdade profunda; é você ter certeza absoluta daquilo que você está dizendo.

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O lado feminino das coisas

Nunca tive filhos, mas vejo que a carga da mulher é muito forte. Não acho que falar disso minimiza, de maneira alguma, o lado dos homens. É que nós somos mulheres e discutimos mais a mulher, porque ficamos muito tempo no mundo sem um lugar. Fomos rainhas sem direitos.

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“Aquarius”

É uma imagem um pouco burguesa, mas de todo modo é simbolicamente bonito. E é verdade. Veio para mim no momento em que eu precisava. Estava sem voz, sem veículo. Só no Facebook não dá, né?

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Direito das mulheres no Brasil

Acho que isso é no mundo todo. Se você pensar na mulher, no direito de estudo, no direito da palavra, os direitos da mulher têm de ser revistos. Acho incrível mesmo que a gente esteja vivendo no século XXI, porque para mim tudo isso é um absurdo. É interessante ver como nos últimos anos a mulher progrediu bastante na sociedade, mas ela ainda não alcançou o status de ser humano.

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Falta de investimento infantil

Somos um país que não toma conta de suas crianças, que não toma conta do berço. E, como se costuma dizer, tudo vem mesmo do berço. Não adianta você querer que uma criança comece a ler com 15 anos de idade, se ela não tem disciplina para isso? A grande preocupação da minha vida são as crianças.

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Diferencial de “Aquarius”

Acho que esse é o único filme da minha vida no qual minha presença é 99,9% dele. Nunca tive um filme com um papel principal de verdade.

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Morando nos EUA

Quando eu vim pros Estados Unidos, eu fui ficando. Aliás, eu fui ficando porque me convidaram para trabalhos aqui. Se tivessem me convidado pra ir pra China, eu teria ido pra China.

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Tudo na sua hora

O trabalho do ator é viver a vida. Estar na vida, presente, sabendo do que está acontecendo. Eu não sou acadêmica, então essa é forma que sei ser atriz: você vai vivendo a vida e quando está pronta, alguém te chama para trabalhar.

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Relação com o cinema

Minha relação com o cinema brasileiro é outra realidade. Como não atingiu ainda o nível que merece, muitos trabalhadores se esforçam para que isso aconteça. E como é cinema independente, é diferente também.

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Atriz e fotógrafa

Eu era muito tímida em relação à fotografia e foi a Paula Lavigne que me ajudou com isso. Eu sempre fotografei, mas era muito tímida, precisava talvez de alguém que me mandasse fazer isso, sem medo.

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Sangue brasileiro

Eu sinto que pertenço ao Brasil hoje de uma maneira muito maior.

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Kleber Mendonça

O Kleber criou da minha vida um filme de suspense do qual você é resgatado no último momento. Eu sinto que pertenço ao Brasil hoje de uma maneira muito maior.

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Família

A última vez que recebi um toque foi quando cheguei do colégio com meu boletim, aos nove anos, e entreguei pra Zezé, minha mãe, que me disse: "Filha, daqui pra diante, esse boletim é seu, a mamãe não pode mais tomar conta disso". Ela trabalhava 24 horas por dia, porque ela tinha sete filhos pra sustentar e meu pai não tinha "o direito" de ter morrido.

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As duas facetas de Sônia

Na realidade, existem duas Sônias. Existe a pessoa que eu sou e existe a que vai para a première. Eu jamais me apaixonaria por esta última porque ela é outra. Se a pessoa se apaixonar por mim e por ela, ao mesmo tempo, não vai funcionar.

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Por quê ingressou no mercado internacional

Não me lancei propositalmente no mercado internacional. O fato é que eu ia filmar Eu Sei que Vou Te Amar com o Arnaldo Jabor. Estava tudo certo, já tínhamos até trabalhado no roteiro. Achei ótimo porque fiquei com tempo e decidi fazer algo que nunca tinha feito na vida: estudar inglês.

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A falta de compreensão da produção cultural

Este é um ponto crucial na sociedade brasileira. Entende-se muito pouco que o cinema, e a cultura em geral, além do valor simbólico, é uma área que movimenta milhões de reais e gera muitos empregos. Falta educação e informação.

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A beleza do processo de envelhecimento

Para mim, o importante é ter saúde e fazer prevenção. Temos cuidar da alimentação, dos seios, do útero, da mente. Mas como esta transformação vai ocorrer para cada um? Não digo que não vamos ter conflitos com isso.

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Reflexão sobre sua própria imagem

Confesso que sou uma mulher do audiovisual. Adoro um set de filmagem. Frequento até quando estou de folga. Nunca se sabe, sempre posso ajudar a carregar alguma coisa.

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Câncer de mama

Se, para mim, foi difícil fazer a cena na ficção, imagina como é, na realidade, para mulheres que fazem mastectomia.

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O problema do Brasil não a falta de educação

Dizem isso para falar mal dos pobres, mas quem não tem educação são os brasileiros ricos, que se acham. Tudo o que a gente está vivendo é pela falta de educação deles.

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