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Regina Braga

Com experiência na TV e também no cinema, Regina Braga é uma atriz conhecida por fazer parte da Rede Globo, mas também já atuou na Band, TV Cultura e Rede Manchete. Com muito talento e sabedoria, confira alguns pensamentos e opiniões dessa atriz!

28/09/1945
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Novela A Lei do Amor

Regina Braga

Maria Adelaide Amaral me convidou antes mesmo da estreia da novela, dizendo que seria uma participação na reta final. Achei que faria só os três últimos capítulos, mas cheguei antes. E adorei, porque estava com muita saudade de fazer TV, desejando muito isso.

Instituição para deficientes visuais Laramara

Regina Braga

Cheguei cheia de preconceitos, achando que encontraria pessoas amarguradas, e percebi que não existe um estereótipo. As mulheres lá são muito vaidosas, passam rímel melhor do que eu! Fiquei comovida, admirada com pessoas que têm a maior autonomia para fazer aulas de música, de leitura em braile, até festas eles organizam! Assisti a cada show lá! Fiquei envolvida, apaixonada, e fiz muitos amigos.

Marido teve febre amarela

Regina Braga

Drauzio ficou muito debilitado, abatido. Essa doença causa um mal-estar grande, a pessoa vai ficando alheia. Ele ficou largado, mesmo. Os médicos me disseram que era muito grave, mas, felizmente, evitaram falar que ele poderia morrer.

 

Início da carreira de atriz

Regina Braga

Desde pequena fiz teatro amador. Daí, fui morar em São Paulo e fiz um exame na EAD. Na época, fui na empolgação, pois todas as minhas amigas fizeram. Fui despretensiosamente e acabei sendo aprovada. Eu ainda não sabia muito o que queria fazer da vida, mas entrei na escola e fiquei. Acho que eu tinha jeito para a coisa.

Papel da mulher no teatro

Regina Braga

As mulheres são importantíssimas. Atualmente, existem muito mais boas atrizes de teatro do que atores. O Brasil é farto de grandes atrizes. Sobre preconceito, nunca houve. O teatro é muito democrático.

Oportunidade de viver mulheres importantes

Regina Braga

Foi o máximo interpretá-las. São pessoas que vale a pena se aprofundar. Fiquei muito perto delas. Foi importantíssimo viver Bishop e Chiquinha para conhecer o universo carioca, pois as duas eram cariocas. Mulheres muito interessantes. Bishop, por exemplo, morou em Petrópolis. Fiquei muito íntima delas. Pelo fato de eu morar em São Paulo, fazê-las e conhecê-las melhor foi uma convivência enriquecedora. Pude, também, conhecer mais do Rio de Janeiro.

Melhores atuações

Regina Braga

Ganhei muitos prêmios, mas todos os meus personagens são especiais. Minha atuação em “Uma Relação Tão Delicada” foi muito marcante. Gostei muito de encená-la. A Bishop também foi ótimo interpretar. Tenho carinho por tudo que faço.

Teatro x televisão

Regina Braga

Acredito que não há regra. Com cada pessoa é de um jeito. Comigo foi através do teatro. Comecei sem pretensões e dei muito certo. Quando voltei da Europa fiz três peças e fui premiada. Isso me deu entrada no universo e me fortaleceu. Não parei mais. Não tinha muita vontade de ficar no teatro, mas aconteceu. Na década de 1970, todas as emissoras estavam concentradas no Rio de Janeiro e eu não podia morar no Rio. Cheguei a receber convites na época, mas esse fator dificultou. Por outro lado, conquistei, em São Paulo, meu espaço no teatro.

“Irmã Dulce”

Regina Braga

Eu acho que essa mulher foi muito forte, uma revolucionária. Essa mulher não tinha medo de ninguém. Ela entrava em qualquer lugar e mandava em todo mundo. Ela inventou um sistema de saúde, e hoje todo mundo acha isso tão complicado. Ela cuidava dos pobres, ela escolheu eles para cuidar. Ela estava acima de qualquer igreja, e foi uma mulher que provou que a bondade é possível.

O que seria se não fosse atriz

Regina Braga

Eu não tinha nenhuma pretensão de ser atriz, morava em uma cidadezinha do interior, perto do Mato Grosso, e ser artista não fazia parte do repertório de quem morava lá. As minhas amigas se preparavam para casar com fazendeiro. Eu queria ser jornalista, pois, na minha cabeça, poderia fazer coisas bacanas.

Relação com o teatro

Regina Braga

Não se trata de algo ideológico. Minha familiaridade com o teatro é muito antiga. Sempre fui ligada à arte. Dançava e atuava nas peças da escola. Quando me mudei para São Paulo queria apenas sair do interior. Em São Paulo, descobri a EAD e, conforme ficava lá, tinha a sensação de um mundo novo, de portas se abrindo. Fiquei amiga de atrizes e achei o ambiente de teatro muito bom, queria ficar perto desse universo. Eu achava os artistas muito bacanas. Isso me conduziu ao teatro. Daí, fui ficando e estou até hoje. E ainda continuo achando os artistas ótimos.

Atuar em peça de autoria do marido

Regina Braga

Quando começamos os ensaios, eu não conseguia fazer a leitura do texto sem chorar. Hoje, depois das três temporadas, a emoção deixou de ser pessoal. Esse espetáculo me proporcionou a oportunidade de aprender a depurar meus sentimentos. Aprendi a ser mais racional. Outro detalhe importante é a minha relação com os gestos. Aprendi a não usar os gestos de forma banal, mecânica. Os gestos são muito marcantes em “Por um Fio”.

Medo da morte

Regina Braga

Tenho sim. E quem no fundo não tem? A reflexão sobre isso ajuda você a melhorar, a ser mais objetivo em relação ao seu tempo presente. Quando você passa a enxergar limites no tempo você pensa melhor no que é fundamental para você. A valorização da vida e da saúde bateu muito forte para mim. Na verdade, ninguém está completamente preparado para a morte, mas para a vida, de certa forma, sim.

“Agora eu vou ficar bonita”

Regina Braga

Fui muito inspirada por aquela frase do Drumond de Andrade: “Fazer 70 anos é viajar entre o já foi e o não será!”. Quando eu li isso, deu aquele aperto, que me fez pensar que eu estava num lugar novo, e como que eu iria viver isso. Foi muito importante para mim esta frase. Eu tenho o maior orgulho deste espetáculo.

Como conheceu o marido, Drauzio Varella

Regina Braga

Até hoje ele brinca que a primeira coisa que eu falei para ele na vida foi: “Cala a boca”. - Regina Braga

Eu era separada, tinha dois filhos, trabalhava feito uma louca, e fui dar aula no Museu de Artes Modernas. Era um curso para 25 alunos, e no primeiro dia tinham apenas 24. Passei um exercício para os alunos, e eles precisavam se comunicar apenas por expressões. Então ele bate na porta, atrasado, e eu expliquei para ele que ele precisava ficar quieto. Até hoje ele brinca que a primeira coisa que eu falei para ele na vida foi: “Cala a boca”.

Drauzio Varella: conheça as frases desse importante médico!

Dificuldades no teatro

Regina Braga

Estou muito desanimada no teatro com a questão da produção. A burocracia hoje em dia é muito grande. Isso me cansa. Conseguir uma renovação na Lei Rouanet, por exemplo, é muito complicado. Isso desanima.

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