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Gregório Duvivier

Gregório Duvivier se tornou uma das figuras mais importantes do Brasil e se notabilizou principalmente através do canal Porta do Fundos. Conheça as principais frases desse grande talento.

Quando conheceu Clarice

Gregório Duvivier

Conheci ela no jazz. Essa frase pode parecer romântica se você imaginar alguém tocando Cole Porter num subsolo esfumaçado de Nova York. Mas o jazz em questão era aquela aula de dança que todas as garotas faziam nos anos 1990 –onde ouvia-se tudo menos jazz. Ela fazia jazz. Minha irmã fazia jazz. Eu não fazia jazz mas ia buscar minha irmã no jazz. Ela estava lá. Dançando. Nunca vou me esquecer: a música era "You Oughta Know", da Alanis.

(Sobre Clarice Falcão)

Exceções

Gregório Duvivier

Apesar de tudo de ruim que pode haver no mundo, dos Bolsonaros e Temers e Trumps, é sempre bom lembrar que, salvo exceções, o mundo está progredindo, sim. Devagarinho, claro. Mas está. Claro que está.

Quem acha

Gregório Duvivier

Quem acha que a juventude está perdida não frequentou nenhuma escola ocupada. Quem acha que o machismo venceu não está acompanhando a multiplicação de blogs feministas bons.

Tem gente que gosta

Gregório Duvivier

Ninguém é obrigado a gostar de rola. Mas a rola existe. E tem gente que gosta. Então vamos respeitar a rola por favor. Like na rola.

Avareza

Gregório Duvivier

Avareza é participar das manifestações só pelos R$ 0,20 mesmo.

Principais influências

Gregório Duvivier

Gosto muito dos poetas engraçados. Pessoa é um deles, especialmente o ortônimo. Dentre os portugueses, também gosto muito da Adília Lopes. A geração marginal dos anos 70 influenciou muito a minha: Chacal, Cacaso, Chico Alvim, Geraldinho Carneiro, Carlito Azevedo. Minha geração também influencia muito a si própria: adoro ler minhas contemporâneas Bruna Beber e Alice Sant`Anna. Na faculdade, fui muito influenciado pelo meu professor Paulo Henriques Britto, que além de poeta brilhante me apresentou a maravilhosa poesia americana, de Walt Whitman a Frank O`Hara. A ligação com a oralidade e com uma linguagem despojada desses poetas me influenciou muito também.

Sobre a composição de seus poemas

Gregório Duvivier

Em geral tenho uma ideia na rua e anoto num caderno. Chegando e casa reescrevo a ideia num arquivo do word, em geral mudando tudo. Depois passa um tempo e eu reescrevo de novo. Isso às vezes acontece umas cinco ou seis vezes e na sexta vez já não tem nada a ver com a ideia do caderno. O objetivo de reescrever muitas vezes é aproximar o máximo possível da linguagem falada. Gosto muito da poesia oral, que parece uma conversa e não gosto nada daquela literatura pomposa, que fala difícil. A poesia pra mim tem que fazer parte da vida, e a vida tem que fazer parte da poesia, senão não serve pra nada.

Sem qualquer esperança

Gregório Duvivier

Esperar: esperar sem qualquer esperança. Ana, eu te espero como quem espera o um-cinco-oito central-gávea passar na praia de Copacabana.

Olhe lá

Gregório Duvivier

A gente só quer falar de hérnia quando a gente tá com hérnia e olhe lá.

Junção de humor e literatura

Gregório Duvivier

Não consigo imaginar uma literatura sem humor. O humor é a melhor maneira de dizer algo que surta efeito. Sem humor, a literatura vira panfleto político ou bula de remédio. Meus autores preferidos são muito engraçados: Machado de Assis, Tchecov, Cervantes, Eça de Queiroz, Vinicius de Moraes. Isso sem falar nos autores-humoristas, muitas vezes subestimados por serem hilários: Sérgio Porto, Millôr Fernandes, David Sedaris. A melhor literatura é aquela que ri do mundo e de si mesma. Não gosto dos autores que se levam muito a sério e que escrevem tratados sem humor ou estilo, ou que apenas experimentam a linguagem sem cortejar o leitor. Gosto da literatura puxa o leitor pelo colarinho e não deixa ele ir embora. E o humor é a melhor maneira de fazer isso.

Ligue os pontos

Gregório Duvivier

Eu escrevi os poemas nos últimos cinco anos: desde que publiquei o meu primeiro livro até mês passado. Já pensava em publicar um segundo livro mas não tinha a menor pressa. A Clarice botou uma pressão e o pessoal da Companhia das Letras adorou a ideia. Passei um mês com eles escolhendo os preferidos e agrupando em temas.

Diferenças

Gregório Duvivier

O texto de humor da Porta dos Fundos tem que ser hilário. Não tem espaço, ali, pra algo que seja só um arroubo poético ou uma posição política: tem espaço pros dois, desde que apresentados de forma hilária. Tem que vencer por nocaute. Na coluna da Folha, posso me expressar sem a obrigatoriedade do hilário. Na poesia, mais ainda. Nos três textos, tem humor, porque não consigo fugir dele. Mas enquanto no primeiro, o humor é o objetivo maior, nos dois outros, ele é um acidente de percurso.

Sobre o curso de Letras

Gregório Duvivier

A escolha pelo curso se deu por conta da literatura? Em que momento a escrita surgiu? Conta um pouco sobre isso. Sempre gostei muito de escrever. Desde pequeno que escrevo, antes mesmo de escrever. Preenchia folhas e folhas com rabiscos que pareciam o eletrocardiograma de alguém com uma saúde péssima. Na hora de escolher a faculdade, eu já era ator e já vivia disso, mas queria expandir um pouco os horizontes. Escolhi voltar à paixão de infância. E foi aí que eu voltei a escrever. Minha letra não melhorou muito.