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Ellora Haonne

Cheia de vivências, Ellora é feminista, já lançou uma coleção de lingeries, um livro e diversos vídeos com alto engajamento no YouTube. A ruiva ficou famosa após aderir a tag "Tour Pelo Meu Corpo", reafirmando a necessidade de romper com os padrões de beleza e aceitar que todas temos imperfeições

A mudança ocorre aos poucos

“Como eu saía de casa há dois anos atrás vs. como saio de casa hoje. Acho que nunca tinha colocado essas duas versões uma do lado da outra assim. Ainda tenho minhas questões, é claro, essa sobrancelha não é minha, ainda fico muito mais confortável com ela. Mas não me culpo, não. Demorei dois anos para me sentir confortável assim, não quero me apressar para nada. É outra cabeça, são outras prioridades.”

Faça tudo no seu tempo

“Acho engraçado como o processo de empoderamento é tão individual. Para mim, sair sem maquiagem é um ato de resistência enorme. Para outras, saber que pode passar um batom é esse ato de resistência. Para outras, achar uma base da sua cor para poder escolher se vai usar ou não ainda é uma questão. Cada uma tem sua história, seus limites. ‘Tô’ orgulhosa de ter decidido usar menos. Sair do banho e estar pronta, algo que jamais aconteceria, hoje é um costume. E está tudo bem!”

Assumir os cachos e tudo que você é

“Eu acho maravilhoso ter cabelo cacheado hoje em dia, tem muito mais a minha personalidade, porque para mim beleza é isso, sabe? Isso é o que eu sou. Eu acho que isso é o mais legal. Não tentar ser outra pessoa, é assumir a sua beleza.”

Transição capilar

“Para mim, foi muito fácil assumir os cachos depois que eu já tinha a consciência de que eu era bonita apesar deles. Quando você tem essa consciência de poder, como mulher, eu acho que muda muito essa relação com o cabelo.”

Hábito para melhorar a criatividade

“O primeiro hábito que eu acho que ajuda muito na criatividade é fazer as coisas por impulso, porque a gente fica pensando demais quando a gente tem uma ideia. Só faz, tipo assim. Tem uma ideia? Por mais retardada que ela pareça, faça, mete o loko, faz mesmo. Acho que vale muito a pena.”

É preciso arriscar

“A gente tem muito essa ideia de que vai conceber uma ideia pronta e que vai conseguir traduzir na hora. Não é. É tentativa e erro!”

Conhecendo todas as realidades

“É preciso conversar com pessoas que têm uma realidade muito diferente da sua. As vezes a gente vive naquela bolha e é necessário estourá-la. É muito necessário! Vêm umas vivências muito diferentes. É muito importante o consenso do outro, eu acho isso bem foda.”

Ajuda no processo criativo

“Dar um ‘Google’ em coisas muito aleatórias, tipo: ‘Quem inventou o copo?’, ‘Quantos dias dura uma borboleta?’. Umas coisas assim, muito aleatórias. É um conhecimento espontâneo, você não precisaria saber, mas porque não saber? São coisas muito aleatórias, mas que me inspiram muito.”

Paixão pelo desenho

“Fiz arquitetura. Tranquei no 7º semestre, já quase no fim. Mas a faculdade que eu fazia tinha muita coisa de plástica, de desenho, eu tive vários semestres sobre isso. Então, todo semestre tinha material novo, eu testava um monte de coisa. Eu já gostava de desenhar antes, então eu me divertia.”

Especialidade no desenho é perspectiva

“Sempre me perguntavam onde eu aprendi a desenhar perspectiva, que é o que eu mais gosto de fazer. E foi atrás das provas, porque acabava a prova de matemática, que eu sempre ia mal, fazia de qualquer jeito, aí eu virava a folha, que era uma folha em branco, e começava a desenhar qualquer coisa que eu estava vendo, e aí eu fiquei super boa em desenhar perspectiva por causa disso.”

Aceitar-se é libertador

“Eu acho que esse é o ponto que a gente tem que falar, quando fala de cabelo natural. É aquilo de não sair de uma ditadura para outra. Eu era muito refém de chapinha, secador, babyliss, etc. Não quero ser refém de uma finalização ‘x, y, z’. É aquela coisa, quando eu quero fazer, eu faço, ótimo, de verdade. Mas quando não quero, não faço, sabe, não é um problema.”

Continuação da história

“Eu não uso muito saia, mas essa era da minha mãe. Ela usava quando tinha minha idade e sempre que eu a uso fico imaginando as noites que ela saiu para dançar dentro desse mesmo tecido com aquele cabelão. Queria que essa peça durasse para sempre. Vocês também têm esse costume de usar as roupas dos parentes? Eu sinto que carrego a história daqueles olhos azuis comigo. Vida longa às nossas origens.”

Uma carta de Ellora Haonne para Ellora Haonne

Carta minha, para mim mesma porque todos nós vivemos uma grande redenção.

“A menina que tinha medo do mundo, hoje tem o mundo nas mãos.

Olha: acredite nos seus sonhos, sério mesmo. Eu sei que dá várias merdas, que as pessoas te sugam, que duvidam, que te testam, que te passam a perna. Essas pessoas são a maioria, inclusive. São pessoas que não têm forças para levar o mundo e se escondem dele, além de todas as portas que fecham bem na sua cara com força e as vitórias que contamos antes da hora. Mas se você acredita, se você quer de verdade, se você consegue se imaginar longe e feliz, se você sabe que tem capacidade, que isso é o que vai fazer tanta gente bem: não pare. A gente foca em quanto falta para chegar e nunca reconhece o quão grande foi o percurso até aqui. Crescemos tanto, aprendemos tanto, mudamos tanto, vivemos tanto. A vida são os verbos no gerúndio, são os compromissos para hoje. Eu morro de orgulho de você. Muito além de qualquer textão de positividade, de frase motivacional, eu sei que você consegue. Eu sei o quão louca foi a vida, que hora é corrida, hora é passeio, e que independentemente da nossa posição, é uma vitória. Obrigada por ter aguentado firme, valeu muito a pena e vai valer ainda mais. Eu prometo.”