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João Havelange

João Havelange foi um grande nome para o esporte brasileiro. Por muitos anos consolidou sua carreira como presidente da Fifa, contribuindo para a história de campeonatos como a Copa do Mundo. Em 2016, Havelange faleceu. Conheça um pouco de sua personalidade e vida.

08/05/1916 16/08/2016
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Quem foi João Havelange?

Jean-Marie Faustin Goedefroid Havelange, conhecido como João Havelange, nasceu em maio de 1916, no Rio de Janeiro e faleceu, aos 100 anos, em 16 de agosto de 2016. Consolidou sua carreira como advogado, empresário, atleta e dirigente esportivo brasileiro.
Havelange praticou natação e polo aquático profissionalmente, conquistando a medalha de bronze nos Jogos Pan-Americanos de 1955. Havelange destacou-se principalmente por ter sido presidente da FIFA, logo após membro do Comitê Olímpico Internacional e, no ano de 1998, foi eleito Presidente de Honra da FIFA.

Doença

No final do ano de 2015, Havelange foi internado no Hospital Samaritano, em Botafogo, Zona Sul do Rio, devido a problemas problemas pulmonares. Em agosto de 2016 faleceu no mesmo hospital. A causa de sua morte não foi informada em nota, mas a instituição diz apenas que se solidariza com familiares e amigos do dirigente esportivo.

FIFA

João Havelange foi eleito presidente da Fifa em 1974, ocupando o lugar que até então pertencia ao inglês Sir Stanley Rous. Ele ficou no cargo até 1998, sendo substituído pelo suíço Joseph Blatter, que só saiu após a série de denúncias de corrupção na entidade que causou a prisão de diversos dirigentes.

Esporte

João Havelange ajudou a criar novas competições de futebol. Entre as suas conquistas esportivas estão os Mundiais Sub-17 e Sub-20, criados no final da década de 80, a Copa das Confederações e a Copa do Mundo feminina seguidamente, já no início da década de 90.

Copa João Havelange

Organizada pelo Clube dos 13, Havelange teve seu nome em uma nova competição, a Copa João Havelange. O torneiro foi criado após uma batalha jurídica envolvendo o time do Gama e a CBF, que foi obrigada a abrir mão do Campeonato Brasileiro de 2000.

Marta

João Havelange

Essa menina Marta tem que colocar calças. É um fenômeno. Tem uma coisa, nem os homens a que eu assisto, nem eles, se ela tivesse calças e entrasse, poderiam enfrentá-la.

Seleção olímpica

João Havelange

O Brasil não consegue ganhar no futebol em olimpíadas porque ninguém tem interesse. Os Jogos acontecem durante os campeonatos do Brasil. Então, o Corinthians, o São Paulo, o Palmeiras e os clubes do Rio, todo mundo impõe dificuldade para os jogadores. Então, vai sempre um time mais ou menos secundário.

 

RIO 2016

João Havelange

Não estou envolvido, é que sou membro do COI, decano. Estou lá por eleição há 45 anos. E naturalmente me dou com a maioria dos membros, são 115. Mudou muita gente, mas ainda tenho uma penetração e espero trabalhar pelo Rio, que pode trazer os Jogos para o Brasil. Estarei feliz se isso acontecer e, se Deus me der a vida no dia dos Jogos, terei exatamente cem anos.

Evolução da FIFA

João Havelange

Vou dar um exemplo do que mais faz sentido na evolução e nas modificações que fizemos no setor financeiro. Quando fiz a primeira Copa do Mundo, depois de ser eleito em 1974 e já encontrando definida a Copa na Argentina para 1978, o resultado bruto dessa Copa foi de 78 milhões de dólares. Quatro anos depois, a Copa foi disputada na Espanha. O resultado foi de 82 milhões de dólares. Eu me permiti modificar tudo. De 16 times que jogavam em 25 dias, eu coloquei 32 times jogando em menos de 30 dias. Agora, na Copa da Alemanha, há oito anos, nós chegamos a 6,4 bilhões de dólares. Eu não entro em campo, não indico jogador, não tenho nada a ver com isso, mas tenho que saber administrar.

Jogos Olímpicos

João Havelange

Aqui, parece que é uma desonra ter os Jogos Olímpicos... O Ministério dos Esportes não tem força nenhuma. E dói. Palavra de honra. As obrigações para 2016 já estão em cima.

Administração

João Havelange

Administrar não é jogar futebol. A gente tem que aprender a administrar para poder ocupar os postos. Antes de chegar à FIFA, estive em uma empresa que foi a Viação Cometa. Eu fiquei nessa empresa por 62 anos. Primeiro, como advogado, por dois anos. Dois anos também, como vice-presidente e, depois, fiquei 58 anos como presidente. Ninguém fica em uma empresa por 62 anos. Muito menos nos dias de hoje. Justamente o que eu aprendi e fiz na Cometa, eu coloquei em prática no futebol. Todo mundo pensa que, para isso, é preciso entender de futebol. Não, tem que entender é de administração. O futebol tem o técnico, o supervisor, tem isso e aquilo. Hoje em dia, até formação universitária, não é verdade? Vou dar o exemplo da minha empresa. Eu não dirigia, não mexia no motor, não mexia no chassi, não trocava o pneu, mas tudo isso era feito. Em futebol, me perdoe a comparação, eu falo não de entrar em campo, porque um entra na estrada e o outro entra em campo, mas falo na maneira de administrar. A primeira coisa que eu faria, quando chegasse em um clube, seria procurar um sponsor, porque sem dinheiro não se pode fazer nada. Eu vejo o meu clube, as dívidas que tem, as obrigações que tem... está em uma posição difícil e assim estão todos, praticamente, sem exceção, porque o sujeito que está lá é torcedor e não administrador.

Futebol feminino (Marta)

João Havelange

E tem mais, ela já está há dez anos jogando e, há dez anos, é nota 10. Já foi cinco vezes a melhor jogadora do mundo da FIFA. Ela é única. Quando pega na bola, é show. E depois ainda acaba em gol. Seja quem for, ela passa. Imagina essa mulher nascida homem? Olha, ia ser nota 10, com louvor, acima de tudo.

Futebol

João Havelange

No Fluminense eu joguei voleibol, joguei basquete... fui campeão juvenil de futebol pelo Fluminense aos 15 anos, em 1931. Aí, me convidaram para ser profissional, mas meu pai não deixou, porque naquela época a gente tomava tudo de maneira diferente de hoje. Você vê esse rapaz Ronaldo, que era do São Cristóvão, eu me lembro quando ele embarcou para a Holanda, antes de ir para o Barcelona... não tinha nada, era magrinho. Isso foi um dos grandes problemas dele. Botou uma massa muscular que não era adaptada para a estrutura óssea dele. No joelho, você vê o que aconteceu. Está rico, mas amanhã pode ser que tenha que andar de cadeira de rodas. Está bem? Não, está mal. Enfim, depois eu fui para São Paulo, fui a campeonatos sul-americanos na Argentina, Chile e Peru. Fui aos Jogos Olímpicos de 1936 em Berlim e também em 1952, como jogador de pólo aquático. Depois, em 1960, não pude ir, porque tinha muito trabalho na Cometa, mas em 1956 fui chefiando a delegação em Melbourne.

Maior orgulho

João Havelange

Meu maior orgulho foi dar ao Brasil a Copa de 58, que a era o que mais o povo do Brasil desejava. Perdemos em 30, 34, 38, 50 e 54. Ganhamos em 58 e 62, perdi em 66, não me ausentei, e ganhamos a de 70. Em 74, fui eleito pela FIFA. Era demais ser eleito e ganhar a Copa, cortaram-me todo o capim embaixo dos pés.

Nuzman 2016

João Havelange

Temos que reconhecer que com a chegada do Nuzman, houve uma mudança administrativa, esportiva e também internacional. Ele é trabalhador, é inteligente e melhor ou pior, ele é um apaixonado. Faz isso com gosto e com uma vontade total. Acho que esse é o primeiro ponto. O segundo ponto é que o Comitê Olímpico, hoje, tem uma outra personalidade. Acho que a responsabilidade que eles assumiram realizando 2016 vai ser realizada e vai mostrar ao mundo o nosso valor.

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