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O feminismo nos livros

Quer se aprofundar mais no movimento feminista? Então que tal aprender sobre o assunto com a ajuda dos livros? Confira 10 obras que abordam o tema, desde as mais antigas, aquelas que foram escritas por grandes filósofas que ajudaram a estruturar o movimento, até as escritoras mais atuais!

O Segundo Sexo

Simone de Beauvoir

Lançado em 1949, o livro “O Segundo Sexo” é uma das obras mais significativas do movimento feminista. A filósofa, Simone de Beauvoir, apresenta a mulher em sua condição sexual, psicológica, social e política, onde a humanidade, infelizmente, não a considera como um ser autônomo. A obra também traz questões de gênero e culturais sobre o que é ser homem ou mulher.

“Ninguém nasce mulher: torna-se mulher.”

Os Homens Explicam Tudo Para Mim

Rebecca Solnit

Publicado em 2017, a jornalista, historiadora, ativista feminista e autora premiada, Rebecca Solnit, conta sobre as suas experiências e relatos sobre o famoso “mansplaining” (quando um homem explica algo óbvio a uma mulher ou algo que ela domina). Por exemplo, ela relata uma ocasião em que um homem desconhecido tentou convencê-la a ler um livro e falar sobre o assunto, sem dar espaço para ela se posicionar, e o pior, sem saber que ela mesma havia escrito o livro em questão. No decorrer do livro, ela aborda outras questões importantes sobre o feminismo, como direitos e violência contra a mulher.

“A violência é uma maneira de silenciar as pessoas, de negar-lhes a voz e a credibilidade, de afirmar que o direito de alguém de controlar vale mais do que o direito delas de existir, de viver.”

15 coisas que os homens precisam entender sobre feminismo

Sobrevivi… Posso contar

Maria da Penha

O livro conta a história da autora que contribuiu para a criação da lei número 11.340 (ou lei Maria da Penha), que criminaliza a violência doméstica e familiar contra a mulher no Brasil. Após sofrer uma cruel violência, a autora oferece sua história como uma forma de conscientizar e incentivar outras mulheres a procurarem ajuda legal perante à violência doméstica.

“É cruel e atormentador o torvelinho de emoções que somos submetidas, como se um redemoinho nos envolvesse e nos levasse ao fundo, tirando de nós toda a possibilidade de defesa. Falta-nos firmeza pessoal para enfrentarmos momentos e situações de violência ou somos premidas pelo medo e vergonha de nos expormos?”

Saiba mais: Lei Maria da Penha. A lei que defende a mulher.

Clube da Luta Feminista

Jessica Bennett

Esse livro super atual conta com uma linguagem irônica e bem-humorada para tratar de um tema muito sério: ambiente de trabalho machista. O livro nos faz refletir sobre as situações machistas (e chatas!) que enfrentamos no dia a dia. A autora, que também é jornalista, traz dicas, dados, exemplos e muito mais para que a gente lide com tudo isso de uma forma muito melhor.

“Fiscal de Menstruação: é aquele cara mega inconveniente que está sempre atribuindo qualquer estresse à TPM. Às vezes, a mulher fica nervosa por uma incompetência de algum colega e o sujeito já faz questão de jogar a piadinha ‘aposto que é TPM’.”

Um teto todo seu

Virginia Woolf

Publicado em 1929, o livro faz uma reflexão sobre a mulher e a literatura. A autora fala sobre o machismo da época, quando as mulheres precisavam provar que eram tão capazes intelectualmente quanto os homens. De acordo com Virginia, se uma mulher quer ter sucesso na carreira literária, ela precisa ter dinheiro e um teto todo seu.

“Tranque as bibliotecas, se quiser, mas não há portões, nem fechaduras, nem cadeados com os quais você conseguirá trancar a liberdade do meu pensamento.”

Feminismo em Comum

Márcia Tiburi

Publicado em 2018, o livro é bem curtinho, mas traz uma reflexão muito importante para toda a sociedade. A filósofa Márcia Tiburi traz as várias vertentes do feminismo e fala sobre como esse assunto é fundamental para todas as pessoas, não apenas para as mulheres.

“O feminismo nos leva à luta por direitos de todas, todes e todos. Todas porque quem leva essa luta adiante são as mulheres. Todes porque o feminismo liberou as pessoas de se identificarem como mulheres ou homens e abriu espaço para outras expressões de gênero – e de sexualidade – e isso veio interferir no todo da vida. Todos porque luta por certa ideia de humanidade e, por isso mesmo, considera que aquelas pessoas definidas como homens também devem ser incluídas em um processo realmente democrático.”

Problemas de Gênero

Judith Butler

O livro escrito pela filósofa pós-estruturalista estadunidense, Judith Butler, publicado em 1990, traz uma leitura complexa e rebuscada, que segue a linha acadêmica. A obra faz reflexões de gênero e identidade sexual.

“O sujeito culturalmente enredado negocia suas construções, mesmo quando essas constituem os próprios atributos de sua própria identidade.”

Objeto Sexual

Jessica Valenti

Se você é mulher, com certeza, sabe quais são alguns dos medos e inseguranças constantes que acompanham uma pessoa do sexo feminino desde cedo. Nesse livro de autobiografia, a jornalista Jessica Valenti relata algumas de suas experiências em que foi diminuída, menosprezada ou abusada de alguma forma pelo machismo.

“Essa incapacidade de ser vulnerável, a relutância em sentir-se vítima, mesmo que o sejamos, não nos protege, apenas encobre os destroços.”

Mulheres, raça e classe

Angela Davis

Relatando o movimento sufragista americano, a obra foi publicada em 1981 nos Estados Unidos, mas traduzida para português apenas em 2016. Na narrativa, a autora pontua os diferentes interesses entre mulheres brancas e negras no feminismo, mas busca criar uma ligação entre as lutas.

“Meu objetivo sempre foi encontrar pontos entre as ideias e derrubar os muros. E os muros derrubados se transformam em pontes.”

O Mito da Beleza: como as imagens de beleza são usadas contra as mulheres

Naomi Wolf

No livro publicado em 1991, a autora apresenta dados e estatísticas que explicam como a cultura da beleza imposta às mulheres as manipulam e prejudicam as conquistas que o feminismo conquistou. Na obra, são analisadas algumas áreas e as suas relações com a beleza feminina: emprego, cultura, religião, sexualidade, distúrbios alimentares e cirurgia plástica.

“As mulheres não passam de ‘beldades’ na cultura masculina para que essa cultura possa continuar sendo masculina. Quando as mulheres na cultura demonstram personalidade, elas não são desejáveis, em contraste com a imagem desejável da ingênua sem malícia.”