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Glória Maria

Jornalista reconhecida, Glória Maria traz sucesso em sua carreira e esteve presente nos maiores acontecimentos mundiais que marcaram história. Conheça essa dama do jornalismo.

Jornalismo

Glória Maria

Eu não pensava em ser jornalista. Nem tinha como sonhar com isso e naquela época nem existia direito essa profissão. Eu era muito boa em redação na escola.

Workaholic

Glória Maria

O jornalismo para mim é uma paixão. Nunca senti aquilo realmente como um trabalho. E, como nasci em família muito pobre, fui acostumada com uma vida dura e sem frescura. A gente sempre acordava cedo, era o normal. E levei esse modo de vida espartano para a vida de repórter.

Pobreza

Glória Maria

Nunca passei fome, mas era tudo contadinho. Meu pai era alfaiate e minha mãe dona de casa. Ela tinha mania de organização. A gente podia ter só um vestido. Mas estava sempre arrumadinho. Eu herdei isso dela.

Obsessão

Glória Maria

Sou obsessiva com limpeza. Minhas filhas trocam de roupa umas quatro vezes por dia.

Infância

Glória Maria

Morava no subúrbio do Rio, perto de Jacarepaguá. Meus pais se separaram e fui criada por muito tempo pela minha avó, que era uma verdadeira matriarca. Tudo na família girava em torno dela. Era aquela infância de passar o dia inteiro na rua, de subir em árvore. Acho que foi isso que me tornou uma pessoa tão ativa.

Movimento

Glória Maria

Tenho esse problema, faço milhões de coisas ao mesmo tempo. Preciso estar sempre em movimento.

Paparazzis

Glória Maria

Fui para a praia com as meninas e me fotografaram de biquininho. Eu já tinha desistido de ir à praia. Mas, com as minhas filhas, pensei: Ah, que desperdício. Mas aí fotografaram. Não é legal. Mas também não é um drama

Celebridade

Glória Maria

Não consigo me ver assim (celebridade). Não adianta. A minha formação é de jornalista. Nunca tive segurança, assessor de imprensa, nada disso. Ando na rua normalmente, faço as minhas coisas. Mas é claro que jornalista de TV virou celebridade.

Aventuras

Glória Maria

Fui a primeira mulher a fazer matérias de aventura na televisão, a voar de asa-delta, a cobrir guerra. Mas acho que fiquei conhecida mesmo porque subia em todos os morros e favelas sem problemas. Não pensava em nada, só ia.

Casamento

Glória Maria

A minha avó me ensinou assim: você tem que ser livre, não tem que procurar marido, nada disso. Tem que buscar a sua liberdade da alma.

Preconceito

Glória Maria

A minha preocupação era em combater o preconceito racial. Primeiro dentro de mim, para que isso não me deixasse uma pessoa triste, amarga. E também para que eu não usasse isso como uma defesa. Tipo, receber uma crítica e dizer: “Ah, estão falando só porque sou negra”. Sempre foi um exercício muito grande na minha vida isso. Li muitos livros sobre o assunto. E também fiz quase 20 anos de terapia, claro.

Destaque

Glória Maria

Para muita gente, era uma agressão eu estar lá. “Como uma mulher negra pode estar apresentando um programa que é símbolo de glamour, de mulheres lindas?” Eu era muito mais cobrada. Agora, na TV Globo, nunca houve racismo. E, quando falo isso, falo da família mesmo. Já recebi várias propostas para sair. Nunca saí por causa disso. Só cheguei onde cheguei porque me abriram espaço.

Descriminação

Glória Maria

O que existe hoje é lei. E a lei não acaba com o racismo, que é um sentimento das pessoas. Hoje, você tem negros protagonistas de novela, como a Taís Araújo, o Lázaro Ramos. Mas mesmo hoje está tendo uma discussão enorme porque o Gilberto Braga colocou o Lázaro Ramos de galã da novela sem enfatizar que ele é negro.

Filhas

Glória Maria

Elas são minhas. De verdade. Fiquei um ano cuidando delas na Bahia, dos papéis. O que elas me ensinam todos os dias, você não imagina.

Remuneração

Glória Maria

Uma vez, uma amiga que trabalhava na Globo me disse que tinha uma vaga para estágio lá. Fui e fiquei. Ao mesmo tempo, comecei a trabalhar como telefonista na empresa que era a estatal de telefone na época. Não dava para trabalhar sem ganhar nada! Aquilo era um luxo que eu nem podia pensar em me dar. E o estágio não era remunerado.

Trabalho

Glória Maria

Por um ano trabalhei inclusive nos fins de semana. A minha vida era assim: eu chegava na Globo às oito da manhã e saía às oito da noite. Ia para meu cursinho pré-vestibular, depois para casa e dormia uma hora. Acordava para passar a madrugada na companhia telefônica. Passei um ano assim. Até que a Globo me contratou.

Fama

Glória Maria

O próprio jornalismo de televisão estava começando. Não tinha essa coisa glamorosa que as pessoas imaginam e eu não pensava em aparecer na TV. Não existia isso. Quando comecei, os repórteres apuravam, mas não apareciam.

Jornal Nacional

Glória Maria

Eu estava feliz por poder viver de escrever. E tinha outra. O Jornal Nacional era apresentado pelo Cid Moreira e pelo Sérgio Chapelin. Pronto. Aquilo era uma instituição. O grande sonho na época era ser repórter do Jornal Nacional.

Ser Repórter

Glória Maria

Acho que o sonho de ser repórter não existe mais. A reportagem passou a ser só um caminho para você atingir seu verdadeiro sonho, que é apresentar um programa e virar uma celebridade.

Praia

Glória Maria

Ninguém ficava famoso no jornalismo. Só o Cid e o Sérgio. Não existia cultura de celebridades na época. Como é que você pode sonhar com uma coisa que nem existe? E depois, quando virei repórter que aparecia no Jornal Nacional, eu ia de bicicleta para o trabalho e depois para a praia com uma turma incrível. Eu, Cazuza, a Isabel do vôlei. Ninguém me achava nada de mais porque eu era jornalista.

Amigos

Glória Maria

Eu tinha 16 anos e os câmeras que trabalhavam comigo tinham 18, por aí. Somos muito amigos até hoje. Saíamos para dançar toda noite. Não tínhamos um centavo no bolso, mas éramos caras de pau e descolados. Isso foi me dando uma outra visão do mundo. Era ao mesmo tempo meu trabalho e a minha turma. Eu, claro, achava tudo isso absolutamente divertido.

Adoção

Glória Maria

Voltei para o Brasil e pensei que precisava fazer algo parecido. Fui para o Festival de Verão, em Salvador. Quando cheguei lá, encontrei pessoas de uma instituição e me ofereci para ser voluntária. Aí vi as minhas duas filhas. Olhei para uma, o mundo parou. Olhei para outra, o mundo parou. Logo, já estava querendo saber a história delas e como adotá-las. A Laura tinha 17 dias. E a Maria 9 meses.

Plásticas

Glória Maria

Tenho orgulho de nunca ter feito plástica nem preenchimento, essas coisas. Tenho pavor de Botox. As pessoas falam que sou louca por causa das minhas pílulas, mas tomam injeção na testa de uma toxina que paralisa.

Alimentação

Glória Maria

Só como peixe, salada e macarrão missô. Em restaurante, só vou a japonês. Por alguma questão ligada à saúde? Não. Fui me adaptando por causa da vida de jornalista. Desde muito cedo passei a ir para lugares distantes, aqueles confins da Amazônia. Aí fui restringindo. Passei a comer peixe, a levar uma lata de sardinha. Isso acabava com o problema da alimentação. Tem gente que tenta preservar a sua vida. Eu não, fui me adaptando ao jornalismo. Não como farinha, por exemplo. Aí como um ovo cozido, que é uma coisa que tem em qualquer lugar. Prefiro comer um ovo com sardinha a qualquer iguaria. Fui ficando assim. Se você vai para o Himalaia, uma lata de sardinha vai te garantir.

Bem Estar

Glória Maria

Sou. Não fumo. Parei de beber há uns dez anos e não uso drogas. E faço pilates e caminhadas. Se bem que relaxei um pouco desde que adotei as minhas filhas. Meu maior exercício agora é carregar criança.

Resultado

Glória Maria

Fui a primeira pessoa do Brasil a usar a Lei Afonso Arinos. Na época, racismo não era crime, era só contravenção. Mas uma vez um gerente de um hotel tentou me proibir de entrar pela porta da frente. Aí chamei a polícia. Foi quando percebi que tudo o que eu tinha tentado aprender na minha vida deu resultado. Não me fiz de vítima, não me fiz de algoz. Simplesmente soube usar a lei.

Movimento Negro

Glória Maria

Nunca fui vista como uma pessoa estranha no ninho. Isso pelo primeiro escalão. Agora, pelo segundo, às vezes tinha aquelas coisas. “Por que ela e não eu?” Para você ter uma ideia, teve gente que disse que eu estava apresentando o Fantástico por causa do movimento negro. Vê se pode.

Sigilo no Casasmento

Glória Maria

Nunca pensei em ter uma família nos moldes. Casei uma vez, no papel, mas também foi uma coisa muito diferente. Casei em um cartório de Copacabana, ninguém ficou sabendo. Só os padrinhos e um motorista. Só contei para as pessoas quatro anos depois, quando me separei.