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Ilze Scamparini

Com mais de trinta anos de carreira, Ilze Scamparini é uma das principais jornalistas da Rede Globo. Atualmente ela é correspondente na Itália, onde cobre as principais reportagens.

Sobre a pergunta feita ao Papa

Ilze Scamparini

Foi ousado, eu me arrisquei muito naquele momento, mas precisava fazer uma pergunta que fosse pertinente... Ele tinha contratado essa pessoa justamente para limpar o banco do Vaticano, e, ao questioná-lo sobre a contratação de uma pessoa suspeita, queria saber como ia enfrentar [a situação].

Vamos lá...

Ilze Scamparini

Peço desculpas pelo cansaço extremo e gostaria de me apresentar em melhor forma. Mas vamos lá. (Desabafando sobre o cansaço na maratona de reportagens sobre os atentados terroristas em Paris).

Andando no meio dos carros

Ilze Scamparini

Estava muito complicado, aí eu saí andando no meio dos carros, falando e costurando a matéria no meio da enchente. Fui andando, entrevistando um, entrevistando outro, uma coisa grande, eles botaram tudo isso no jornal. (Sobre a cobertura de uma enchente de verão em 1984, Na dificuldade de se locomover de carro, decidiu seguir a pé. A matéria foi feita para o RJTV.)

Cobertura do Rock in Rio 1985

Ilze Scamparini

As pessoas da minha geração, pós-Woodstock, tinham vontade de viver algo semelhante. A gente mergulhou naquele Rock In Rio, para tirar essa diferença que nós nunca tínhamos vivido um festival daquela maneira.

Cobertura da morte do Papa João Paulo II

Ilze Scamparini

Eu estava de férias no Brasil e recebi a ligação de um amigo da RAI [de Portugal] que me disse que o papa não estava bem e ia ser internado. Voltei na hora, fiquei naquele plantão de inverno, na frente do Vaticano. Sabíamos que viria a notícia e seria um evento midiático

Cobertura em Brasília e morte de Tancredo Neves

Ilze Scamparini

Brasília era uma cidade muito difícil na época. Hoje é uma cidade que tem tudo, belíssima. Aceitei o convite para ir cobrir a doença do Tancredo. Cheguei lá mais ou menos na metade da agonia do presidente eleito, como segundo time de repórteres. Quando ele morreu, me lembro do caixão subindo a rampa do Palácio do Planalto, o hino cantado pela Fafá de Belém, e a tristeza imensa das pessoas, aquela ideia de que nascemos para sofrer.

Uma das experiências mais chocantes da carreira

Ilze Scamparini

Na época, era muito importante falar sobre energia nuclear e radioatividade, e eu já estava acostumada com o assunto. Fiquei o tempo todo lá, convivendo com essas pessoas. O enterro no caixão de chumbo foi uma das imagens mais dolorosas.
(Sobre os malefícios da radiação do acidente com Césio 137, em Goiânia, em 1987.)

Primeira reportagem de destaque nacional

Ilze Scamparini

Estávamos saindo de um período de regime duro, houve a Anistia e alguns dos nossos grandes cardeais estavam voltando para o país, outros estavam meio escondidos e tal. E essa reunião rendeu duas ou três reportagens para o Jornal Nacional e foi assim que saí do local. (Sobre a reunião da CNBB em Itaici, em fevereiro de 1982. A reportagem ganhou espaço no Jornal Nacional.)

Sobre a renúncia do Papa Bento XVI

Ilze Scamparini

Acho que duas coisas contribuíram para a renúncia. O Vatileaks, vazamento de documentos do Vaticano, que colocaram à flor da pele uma briga de poder muito grande lá dentro, principalmente no banco do Vaticano. E o fato dele não poder mais andar de avião. A Jornada Mundial da Juventude estava ameaçada e não tem JMJ sem papa.